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sábado, 11 de dezembro de 2010

Livros que estou lendo!

Oi gente!
Ultimamente não estou tendo cabeça e nem paciência para ler livros, muito menos para escrever contos. Eu escrevi um pequeno texto estes dias para postar aqui, mas não me lembro onde deixei o caderno que eu escrevi. Quando eu achar eu posto.
Enfim, eu vim aqui para dizer que estou lendo um novo livro chamado "Nudez Mortal" de Nora Roberts. Não preciso nem falar nada a respeito né? Sempre quiz ler um livro da Nora porque todos são muito bem falados por aí. Porém nunca tive oportunidade... Agora que me surgiu essa imensa honra vou ler o livro de cabo-a-rabo e postar a minha opinião sobre ele aqui no blog. Prometo que não demoro. Leiam a sinopse:


nudez2

Apresentando nesse primeiro livro da série a Tenente Eve Dallas. Em 2058 a tecnologia domina o mundo. A tenente da Polícia de Nova York, Eve Dallas está a caça de um assassino cruel, e em 10 anos na força policial, já viu de tudo e sabe que a sobrevivência depende de seus instintos.
Quando a filha de um senador é morta, a sua vida secreta na prostituição é revelada. E a tenente destacada para o caso, Eve, terá que investigar o círculo fechado dos polítos e sociedade de Washington.
E para complicar, a atração crescente por Roarke, um bilionário irlandês e sedutor, principal suspeito do seu caso de investigação. Quebrando todas as rígidas regras de conduta, Eve envolve-se com ele. Mas a paixão e a sedução tem suas próprias regras e farão com que Eve caia nos braços de um homem o qual ela não sabe nada, exceto o desejo viciante da necessidade do seu toque.
Deixa eu ler meu livrinho (livrão né?). ^-^
Beijinhos,
Is Angelotti

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cartas de Inspiração - Terceira Parte

Fiquei arrasada ao ver aquilo. Porém não estava entendendo mais nada.

Fui cambaleando até a minha cabeceira, não conseguia enxergar mais nada. Aquilo só poderia ser um grande engano. Não poderia estar acontecendo. Li e reli o convite, eu tinha de estar louca.

Abri a carta para ter certeza. Comecei a ler, caíam lágrimas de meus olhos e por dentro eu ardia como fogo.

Ane,

Primeiramente, não mostre essa carta a ninguém!

Sei que pode parecer estranho. Estou casando, porém quem eu realmente quero é você. De início pode ser que você não acredite e me chame de louco insensível. Mas eu fui forçado a casar, você tem que acreditar em mim. É uma longa história e eu não posso dar muitos detalhes por esta carta, pois, pode parar nas mãos de pessoas erradas! Eu preciso te encontrar, pelo menos uma última vez, te abraçar. Acredite em mim. Você não estaria em segurança se eu estivesse ao seu lado. Por isso vou enviar Lenna para conversar com você e lhe explicar o porquê de tudo isso. Ela deverá chegar em uma semana, espero que você tenha recebido esta carta até lá. Por favor, ela só quer te ajudar, e também não queria casar. Seja simpática.

Com amor,

James

PS.: Quando ela chegar explicará tudo, inclusive sobre o vestido e o passaporte.

Aquela história estava me deixando louca. Olhei a data da carta, nossa. Quer dizer, o dia em que Lenna iria me visitar era hoje. Mas ela não havia dado sinal de vida ainda. Que bom! Aposto que é tudo zoação para me fazer mal.

Peguei o vestido. Era bem bonito. Era branco com detalhes em renda. Super básico na verdade, a não ser pelo fato de ele ser bem armado. Tipo um vestido de princesa, de noiva, dama de honra, ou o que vocês preferirem.

Dei uma olhada no passaporte e o destino era Fordlan. Nunca tinha ouvido falar.

Escutei alguém bater na porta. Era a minha mãe.

- Querida, tem uma garota na sala querendo falar com você, posso deixar ela subir?

- Qual o nome dela? – perguntei.

- Acho que era, Lenna, ou Linna. Algo assim.

- Claro. Mande subir.

Minha mãe desceu as escadas e após uns 5 minutos ouço batidas na porta.

- Pode entrar – eu disse.

A minha primeira impressão daquela garota que entrou foi de uma coisa delicada, uma boneca de porcelana, que se fosse tocada quebraria. Sua pele era extremamente branca, parecia um fantasma, seus olhos eram cor de mel e seus lábios muito vermelhos. Seu rosto era emoldurado por incríveis cabelos preto que pareciam cintilar.

- Oi. – disse surpresa.

Quer dizer, eu não via uma criatura tão bonita daquele jeito em nenhum lugar e nem nunca na minha vida. Eu era morena, de cabelos cacheados pretos, e não trocaria minha aparência por nada. Eu me amo, mas poxa, ela era bem bonita.

Não era a toa que James preferiu ela e não eu.

Continua...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Continuação - Cartas de Inspiração


Manhã de domingo. Era cedo ainda, e eu andava calmamente pelas ruas da pequena cidade que eu morava.

Meu caminho era o correio, iria enviar uma carta ao meu James.

Havia tempo ele não me retornava nenhuma sequer. Mais ou menos 4 meses. Foram longos 4 meses de espera, porém, dessa vez eu estava confiante de que ele iria me responder.

Bom, mudar de endereço eu acredito que não foi, porque senão ele teria me escrito dizendo o novo endereço.

Talvez tenha acontecia algo grave com ele, mas eu preferiria não acreditar nessa possibilidade. Só de pensar que algo de ruim poderia ter acontecido com ele me dá vontade de cometer um suicídio.

Cheguei ao correio e entrei. Havia poucos funcionários porque ainda era muito cedo. Desliguei meu MP3 e me dirigi ao primeiro balcão.

Empurrei o envelope para uma moça do caixa e ela me olhou torto.

- Outra carta para James, Anelise?

O nome dela era Jose. Já estava acostumada com minhas visitas, para perguntar se ele havia me mandado algo ou mesmo para enviar uma carta.

- É. Você tem certeza que ele não enviou nenhuma carta para mim?

- Já verifiquei hoje, e antes que você pergunte, sim, eu já verifiquei cinco vezes se ele mudou de endereço. E o meu sistema não aponta nada.

- Tá. – eu paguei ela e não disse mais nada.

Saí de lá o mais rápido possível antes que tentasse me impedir. Cheguei em casa e pendurei meu casaco no cabideiro.

Subi para meu quarto e liguei o som no último. Deitei na cama e tirei de dentro do travesseiro a foto de meu amor, querido James. Sei que esta história dramática pode estar ficando um pouco chata demais. O que eu posso fazer? Não consigo esconder meus sentimentos.

Pensando nisso adormeci e acordei já na hora de ir para aescola. Coloquei um casaco verde. Passei meu lápis preto e forte e joguei o capuz sobre meus cabelos curtos e castanhos. Coloquei minha calça jeans desbotada e meu ALL-STAR velho e surrado.

O dia foi um dos mais estressantes. Fui anunciada de que levei bomba em matemática e geometria. Quando cheguei em casa tinha um embrulho enorme em cima da mesa da cozinha. Minha mãe, como sempre estava no fogão preparando o jantar.

Subi as escadas quase voando com o embrulho debaixo do braço e a mochila em um ombro. Entrei no quarto e bati a porta atrás de mim. Sentei na cama, joguei a mochila no chão e rasguei o embrulho.

Dentro havia um passaporte, uma carta, um vestido e um convite. Primeiro abri o convite, estava curiosa.

Continua...

Ps.: Desculpe pelos convites furrenbens. Mais eu tava morrendo já, de tanto escrever... e eu meio que me distrai assistindo lua nova *-*

Beijos,
Is Angelotti

Conto - Cartas de Inspiração

Oi gente...
Então, antes de começar o conto eu queria só explicar o titulo. O conto é baseado em cartas que Anelise envia ao seu amor: James. Seu único amor verdadeiro. E inspiração porque eu escrevi esse conto inspirado nas músicas, Possibility (Lykke Li) e Speechless (Lady GaGa). Vou colocar só uma palhinha ;D
É que eu escrevi ele num papel porque eu estava com preguiça de ligar o Pc. Então, como eu não aguentei terminar de passar pro Pc sem me retorcer... vou postar um pedaço.


PS.: Estou na casa do Ca... ~:D

Beijos,

Is Angelotti

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fomatura Inesquecível

Acordei com minha amiga chamando-me, ela disse que já tínhamos chegado ao aeroporto. Acordei um pouco zonza com a viagem de ônibus desde nossa cidade até São Paulo para poder pegar nosso vôo para o Canadá. Perguntei a Julie, que horas eram e ela me respondeu que eram exatamente dez e meia. O vôo sairia em meia hora. Enquanto descíamos do ônibus, minha mãe me liga: - Alô? Cyn? Já está no aeroporto? - Minha mãe era do tipo mãe coruja – Sim mãe, acabamos de chegar aqui, nosso vôo sairá em meia hora. – Ok filha, eu e seu pai estaremos na casa de sua avó, quando chegar ao Canadá, ligue. –Ok, eu te amo. Desliguei o celular, e já estávamos quase na entrada do saguão do aeroporto. Nossos guias disseram que teríamos de estar na fila do Vôo especial 667 em 15 minutos para que tudo ocorra normalmente, sem problemas e que enquanto isso, poderíamos comer ou comprar algo. Então eu e Julie fomos para uma “Casa do Pão de Queijo” que havia ali perto. Na fila enquanto escolhíamos o que iríamos comer, Julie me diz uma coisa que me chocou: - Cyn, eu estou muito nervosa, não queria nem sequer vir nessa viajem. – Que horror, por quê? – Porque eu sonhei durante várias noites, que algo não iria dar certo lá no Canadá, não sei. Eram sonhos escuros e sombrios, e eu sentia uma forte agonia, como se toda a felicidade do mundo houvesse sumido e que só existia eu e mais ninguém. – Ai meu amor, não pensa essas coisas, você só está nervosa porque nunca havia viajado tão longe de seus pais dessa forma. – Sei lá, parece tudo tão real, que eu estou começando a ficar com medo, isso está me perturbando profundamente. –Sabe que eu acho? Que você está com medo de andar de avião. Você não via ver ETs lá no céu não. –Ai para de debochar de mim, o que eu disse foi sério ok? Depois dessa conversa, compramos o nosso lanche e comemos, e ficamos falando de como seria legal o Canadá. No horário marcado, fomos para a fila e esperamos para poder embarcar; Eu estava nervosa, com um pouco de medo e muito ansiosa para o que seria a melhor viajem da minha vida. Julie estava inquieta ao meu lado, mandava muitos torpedos e ligou para a mãe dela que tentou acalmá-la com pouco sucesso. Disse a ela para se acalmar, e tomar os remédios dela, porque ela tem problemas de nervosismo e ansiedade. Passando pelo Gateway, seguimos para o avião. Subindo a escada do avião, olhei para trás e percebi que havia muitos alunos para embarcar. Fui até a minha cadeira, e a Julie até a dela que era na mesma coluna, mas na outra janela, ao meu lado sentaram Arthie e Nany. Eles eram muito legais, e éramos amigos desde o primário, e continuamos amigos até o último ano de colégio, eram como Julie, só que eram mais extrovertidos e alegres, então a Nany começou: Ai, Cyn eu estou tão feliz de estar nessa viajem com você, nem acredito que vamos juntas arrasar no Canadá (risos). –Estou ansiosa também, nem imagino como poderá ser. A aeromoça começa a explicar as regras de segurança, e pediu também que colocássemos os celulares em modo vôo ou para que desliguemo-nos porque iríamos decolar naquele instante. Depois da tensão de decolagem em que a maioria ficou muda, voltamos a conversar freneticamente e alegremente, teríamos que aproveitar o máximo, pois seria uma viagem inesquecível para todos, e como. Logo o piloto disse que a partir daquele momento já estávamos em velocidade de cruzeiro. Assim as aeromoças começaram a passar com a comida, como estava satisfeita com o lanche no café, dispensei e andar pelo corredor, percebi que Julie estava mais calma e feliz. Todos estavam conversando na maior algazarra felizes com a viagem, eu também estava, mas comecei a pensar no que Julie disse-me enquanto estávamos no aeroporto, que sentia que estava me perturbando um pouco. Estava muito quieta olhando pela janela, perto do banheiro, quando Nany me chamou, ela queria me mostrar uma revista que ela havia comprado do aeroporto. Enquanto folheávamos a revista, percebi que havia uma agitação na cabine e do aeroporto, e que algumas aeromoças estavam inquietas, e duas delas, inclusive um homem que eu n havia visto antes veio do fundo do avião e entraram na cabine do avião, eles conversavam baixo, mas como minha poltrona era perto da porta, eu ouvia ruídos de conversa. Eu estava paralisada tentando ouvir o que eles diziam, mas com o olhos na revista, até que Nany perguntou-me se eu estava bem, respondi que sim, mas precisava ir ao banheiro. Levantei-me, e Arthie me segurou pelo braço e sussurrando ele disse: -Cyn, você sentiu que as aeromoças estão esquisitas? –Sim, e não só as aeromoças, mas a cabine também, eu ouvia conversa agitada lá. –Será que está acontecendo alguma coisa? –Não sei, mas preciso descobrir. –Cyn, não se meta com essas coisas. –O que eles poderiam fazer? Jogar-me do avião? –Ok, mas pense bem no que faz, se quiser uma ajuda, estarei aqui. Quando seguia para o último banheiro, onde não havia muitas pessoas, uma aeromoça me barrou, e pediu para que eu fosse para a minha poltrona. Eu perguntei para ela o que estava acontecendo de tão secreto entre eles e ela respondeu que havia uma grande massa de fumaça vindo em nossa direção, e que tínhamos perdido o contato com os aeroportos, e estávamos voando sem rumo, mas parecia que estávamos sobrevoando o território das cordilheiras do Andes, e que iria avisar a todos quando fosse à hora, ele ainda estavam tentando saber o que estava acontecendo. Assim, aproveitei e perguntei se era algo sério e ela respondeu que sim e disse para todos terem calma, porque ela iria avisar os procedimentos corretos. Saiu assim, correndo para a cabine. Eu estava perplexa com a situação, e cada vez mais o sonho de Julie estava na minha cabeça, eu estava começando a ficar desesperada, tentei manter a calma, e voltei para a minha poltrona, angustiada, o que poderia acontecer com todos nós? Qual seria o nosso futuro? Nesse instante, sentimos uma forte turbulência, e as aeromoças saíram da cabine, e disseram que iríamos passar por uma forte turbulência, porque começamos a atravessar uma grande massa de fumaça e que tínhamos perdido o contato com os aeroportos e que precisávamos da calma de todos e repetiram o que fazer em casos como esse. Ficamos alguns instantes em turbulência leve, logo ela começou a piorar, e as luzes começaram a piscas, e sentimos que estávamos perdendo altitude, eu estava com muito medo do que iria acontecer. Até que o co-piloto do avião começa a falar desesperado: - Estamos perdendo muita altitude, creio que não vamos conseguir. Todos já desesperados, começam a gritar de chorar. Novamente o co-piloto fala: - Pessoal, vai ser agora, estamos a menos de mil metros do chão, em dois minutos será a colisão com o chão. Quando dizem que quando se está prestes a morrer, sua vida passa como um flash, isso não aconteceu comigo, eu estava com medo demais para pensar, para gritar, para chorar. Então o inevitável aconteceu só me lembro que bati a cabeça em algo, e apaguei. Quando acordei, vira algo que jamais presenciei em minha vida...

Continua...


Ca Menzoni

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Voltas do coração - Capítulo 1

Já estava para me deitar quando ouço o toque do telefone. Atendo, porém, não reconheci a voz que estava na outra linha.
- Alô? - perguntei com voz de indignação, o relógio marcava 11 horas da noite.
- Por favor, perdoe-me se a acordei senhorita, porém, quem está falando aqui é Bento. Sou um primo seu, muito distante. Liguei pois o Tio José acaba de falecer e deixou algumas coisas para você - estranhamente, o meu mais novo primo falava português, mas tinha um forte sotaque italiano.
Surpresa eu respondi:
- Titio Zé? Meus pêsames! Mas eu nem tenho tanta afinidade com ele! De qualquer forma, como faço para pegar minha parte da herança?
- Se está interessada posso pedir para alguém buscá-la e te acompanhar até aqui.
- Até aqui onde? - perguntei.
- Ora! Onde acha que nosso tio morava? Na Itália! Bem que me disseram que você não era rapida, eh?
- Neste caso eu posso tomar um taxi sozinha e ir até o porto, por que não?
Hesitamos por alguns momentos.
-Então, pode estar aqui amanhã que horas?
- Talvez pela noite. Me passe seu endereço.
Fui anotando enquanto ele falava, nos despedimos e fui me deitar.
Não conseguia dormir com tantos pensamentos me aturdindo. Será que aquele homem falava a verdade? Não seria muito precipitado viajar assim, de repente? Com certeza eu não teria nada a perder. Eu não trabalhava, ganhava pensão de meu pai, idoso, que não sei onde mora. Também não tinha amigos, família nem conhecidos, vivia trancada dentro de casa, enfiada na sala de leitura. Então já havia decidido, eu iria partir amanhã bem cedo.

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Acordei cedo, o sol não havia aparecido ainda, levantei e fui lentamente até o banheiro. Olhei no espelho e a imagem de uma mulher de olhar inocente, cabelos negros até a cintura e bochechas rosadas apareceu, era eu. Eu costumava ter uma aparência séria, nem parecia a minha imagem no espelho.
Comecei a pentar o cabelo das pontas até o couro cabeludo. Fiz um coque no alto da cabeça e coloquei uma presilha prateada. Vesti meu vestido de cetim rodado carmim, e coloquei meu sapato de salto. Aprontei a minha mala e estava quase saindo quando lembro de algo crucial... Olhei-me no espelho novamente, dessa vez me examinando e peguei um batom na gaveta.
Aquele batom vinho, que há tanto tempo não tingia meus lábios com sua cor chamativa.
Peguei minha mala e coloquei o pé para fora, sentindo o ar frio do dia.
Fiquei imaginando o que viria a seguir enquanto chamava um taxi.

Continua...

Is Angelotti

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Amando que se vive

Como? Como tanta perfeição? Era o que eu pensava todas as vezes que via sua foto, quando pensava em seu rosto, e como se toda a perfeição do estivesse em uma pessoa so. Na escola nem dava nem nunca deu bola para mim, como se eu fosse ninguem. Meu nome e June e estava no ultimo ano do colegio, e eu gostava de Emile, o cara mais gato de toda a escola, e todas as meninas babavam por ele. Certo dia quase que por milagre ele começou a fazer fisica comigo e o professor nos colocou juntos, nessa hora eu pensei que so teria essa chance de falar com ele sem parecer uma tola. Timidamente eu o cumprimentei, sem olhar para mim ele fez o mesmo. Como ele pode ser tao seco e nos moramos no mesmo predio, eu tenho varias fotos dele que obviamente eu tirei escondida. Depois da aula seguindo para o almoço eu trombei com ele no corredor. -Voce esta bem? -Acho que sim, obrigada. –June, não é? Sei que e meio estranho, mas, voce poderia ir la em casa qualquer dia desses para me ajudar com biologia?. Não acreditava no que eu acabara de ouvir, eu estava totalmente radiante, e aceitei na mesma hora e lhe disse que eu estava livre e que poderia ir hoje, ele topou. Estava tão feliz, eu não podia acreditar que eu iria a casa do meu príncipe encantado, aquilo não era real, ele era perfeito e lindo demais. Mais tarde, na hora marcada eu estava indo para a casa dele com meu material de biologia. Ele morava apenas com a mãe, o pai havia ido embora com uma mulher que mal conhecia, e a mãe havia entrado em depressão após isso. Bati duas vezes na porta, mas ela estava aberta, então eu entrei. Assim que chego à sala da casa, vejo a mãe dele, no sofá dormindo completamente bêbada, o que me pareceu, pelas inúmeras garrafas que havia lá, a casa estava um lixo. Chamo por Emile, mas ele não responde. Penso se ele realmente está em casa, vou até o quarto dele e sinto um cheiro forte de alguma coisa, que até me deixou tonta, e avistei-o sentado no canto do quarto, eu fiquei horrorizada com aquela cena, o meu menino perfeito naquela situação revoltante e triste, eu não conseguia acreditar. –Emile, o que está acontecendo com você? –June? Não queria que você visse... Desse jeito... Por favor, vá. –Não, eu não vou a lugar algum, você está péssimo, você precisa de um médico. –Estou bem, eu só estou um pouco drogado. –Drogado? Você usa drogas? –Sim, desde que meu pai foi embora. Senti uma tristeza muito grande me apertando no peito, não queria ver a pessoas que mais amava naquelas condições, eu o queria bem, e livre de drogas, enquanto pensava por um momento percebi que ele havia dormido, e decidi ajudá-lo de alguma forma, começando por aquela casa que estava realmente pavorosa. Comecei a fazer uma bela faxina naquela casa, me livrando tudo que era droga que encontrava e garrafas de bebida, varri e tirei pó até a casa ficar apresentável, a cozinha foi a parte mais difícil de limpar, tinha coisas lá que deviam estar lá há meses. Depois, arrumei os armários, gavetas e outras coisas. Quando ele acordou, eu estava sentada na cama dele, olhando para ele. –Mas, o que você fez aqui? –Eu só dei uma arrumada, e limpei um pouco. –June, isso é incrível. Você é incrível. O que eu poderia fazer para recompensá-la. Olhei timidamente para ele e lhe disse que o amava demais, o amava desde que havia o conhecido no primeiro ano do colégio. –Bom, acho que você vai gostar disso então. Ele se levantou e me beijou, o beijo mais maravilhoso de toda a minha vida, um beijo que nunca iria esquecer um beijo que não poderia esquecer. Depois de nos beijarmos sentei em sua cama e comecei a chorar. –Porque você está chorando June? Eu beijo tão mal assim? –Não, eu estou emocionada, eu sempre sonhe com isso. –Olha June, se isso a deixa tão feliz... Quer namorar comigo? –Como? –Namorar. Eu. Você. Meus olhos se encheram de lágrimas novamente e eu soltei um sonoro aceito. –Emile, eu prometo de irei fazer da sua vida e de sua mãe a melhor, vocês não precisam do canalha do seu pai para ser felizes, só precisam de afeto, e estou aqui para isso. –June, ninguém nunca me deu tanto apoio assim, estou começando a amar você como nunca amei antes. –Fico feliz por isso. Ficamos um tempo juntos conversando, até que minha mãe me liga e pede para que eu volte, já estava quase na hora do jantar. Despedi-me e fui embora, mais tarde recebo uma ligação de Emile, ele disse que sua mãe precisava ir ao hospital, porque ela não achava sua bebida e estava enlouquecendo, falei que estava a caminho. No caminho até o apartamento dele, liguei para a emergência. Quando cheguei lá, a mãe dele estava com uma faca na mão e disse que iria se matar, ela precisava da bebida dela. –Mãe, por favor, não faça isso por mim. Eu só tenho você. Ela começa a chorar desesperada mente enquanto leva a faca até o pescoço. –Mas sem a bebida eu não sou nada, sem o seu pai eu não sou nada. –Senhora Flores, escute não faça isso, você tem a vida toda pela frente, você pode ser feliz junto com seu filho. –Eu não agüento mais isso. Emile avançou contra ela para tirar a faca dela. –Não Emile, não faça isso. Mas já era tarde demais, ela já tinha se matado, e caíra no chão, provavelmente morta. –Viu, é tudo culpa sua você tirou a bebida dela, você matou minha mãe, eu te odeio. –Emile, eu só queria o bem de vocês. –June, vá embora, me deixe sozinho. Comecei a chorar e fui embora, havia começado a chover e eu vi a ambulância chegando, mas não parei e fui para meu apartamento. Cheguei me tranquei no quarto e chorei, e acabei dormindo. No dia seguinte eu fui para a escola e ele não estava lá, eu precisava falar com ele, durante uma semana ele não apareceu, não ligou e também não estava em seu apartamento. No meio da noite depois de oito dias do ocorrido, ele me mandou uma mensagem, e disse para que eu fosse ao apartamento dele, ele estaria lá e que precisava falar comigo. Troquei-me com a primeira roupa que encontrei e sai devagar do quarto. Quando saí, corri para o elevador para chegar ao bloco dele. Quando cheguei lá, ele estava diferente, senti que ele estava com uma feição triste, mas pensativa. –June, eu sinto muito de ter falado essas coisas horríveis para você, você não teve culpa eu estava em choque no momento, e você só queria ajudar-nos, você não queria que isso tudo acontecesse, eu sempre vou te amar. –Oh Emile, tudo bem, eu te entendo, nós nunca, nunca vamos nos separar. Eu era tão obcecada por uma pessoa que amava, que tudo acabou dando certo, e estou até hoje com o meu Emile, meu amor eterno.