segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Psicose

Será que é ele? Meus olhos não mentem , mas ainda estou em dúvida, pergunto a Mace, minha amiga se é ele, e ela responde que se sente em dúvida também.Com uma nevasca castigando Bariloche enquanto eu estava em férias, um envelope entra pela porta de minha suíte e quando abro havia uma foto de um homem bem apessoado com alguns grisalhos e um bilhete que dizia “Me encontre no Café do hotel ás 19 horas. Não se atrase”. Fiquei surpresa, nunca houvera recebi algo parecido antes, não sabia o que ele queria e me sentia aflita com essa situação. Perto do horário tomei uma ducha e me preparei para esse encontro misterioso. -Sany, fale com ele, só assim vai saber de suas intenções. -Mas, e se ele for algum maluco? -Sany, porque aconteceria isso? Isso é coisa de filme. Mace sempre foi muito corajosa, desde que éramos pequenas ela que sempre me ajudou com decisões como essa e sempre tudo acabou bem. -Ok, eu vou lá falar com ele, me deseje sorte amiga. Quando me levantei do banco o bar e fui em direção a mesa onde estava o tal homem, ele me encarou profundamente, eu estava nervosa com o que ele queria comigo. -Por favor, por acaso você mandou algum bilhete para o quarto 324? O homem me encarou por um longo momento e pediu para eu me sentar, assenti mas o fiz . -Sabe, quando vejo uma mulher, sinto nos olhos dela que ela está a procura de alguém, e você estava a minha procura. Olhava fixamente com desconfiança para ele. -Vamos lá não se acanhe, diga-me seu nome. -Sany, e o seu seria? -Renan, sou CEO de uma multinacional. Ele era tão perfeito, tinha um bom emprego, estávamos no mesmo ramo, era solteiro e nós tínhamos o mesmo gosto, ele era tão simpático que a conversa havia se prolongado tanto que a garçonete nos disse que iriam fechar e nós precisávamos ir, nos despedimos e marcamos de esquiar no dia seguinte e depois almoçar num ótimo restaurante que ele conhecia. Fui para meu quarto radiante, logo Mace queria saber todos os detalhes sobre ele, ela ficou encantada, conversamos um pouco e logo fomos dormir, porque eu teria um dia cheio no dia seguinte. Pela manhã acordei e fui para alugar roupa e equipamento de esqui. O vi perto da estação de teleférico e ele me saudou, educadamente o saudei também. Quando chego até lá, ele me cumprimenta com um abraço. Disse-lhe que não sabia esquiar e ele me ensinou, foi extremamente divertido e doloroso pelos inúmero tombos que tomei. -E então, gostou? -Sim, é muito excitante esquiar. -Bom, está com fome? -Sim, estou faminta. Gastei todas as minhas energias esquiando. -Vamos almoçar então. Descemos de teleférico, devolvemos as roupas alugadas e seguimos de taxi até o restaurante. “Notre Mer” era o nome do restaurante francês de frutos do mar. Entramos e Renan começa a falar com o Maître em francês, que pelo que entendi era sobre reserva de mesas e vinho. Seguimos até a mesa escolhida, num local estratégico do restaurante, era maravilhoso, um restaurante com moveis coloniais com decoração de navios antigos com uma banda tocando música clássica, pedimos lagosta e o Maître trouxe um vinho francês delicioso, estávamos conversando até que eu começo a passar mal. Renan, me acompanha até o banheiro e diz que iria me esperar do lado de fora, e disse pra mim chama-lo, caso passasse mal. Entrei no banheiro me sentindo péssima, minha vista estava ofuscada e eu sentida uma vontade muito grande vomitar, minhas pernas estava amortecidas, até que senti uma dor nas costelas que me fez gritar, e cai no chão com a vista escurecendo, e vi Renan entrando com um sorriso no rosto, e apaguei. Acordei amarrada em uma cama, numa casa de madeira que cheirava como se tivesse algo apodrecendo ali, tentei gritar mas estava amordaçada. Vi algumas reportagens na parede sobre um psicopata chamado Art Venegan que matava mulheres de viagem em Bariloche, e me desesperei. De repente, entra um homem com uma roupa cheia de sangue no quarto e vi que o homem era Renan, ele mentiu para mim, mentiu sobre tudo. -Olá, bela surpresa não? Espero que esteja com fome, fiz uma comida pra você. Ele colocou um prato com um pedaço de carne, que cheirava muito mal. Ele saiu do quarto, comecei a tentar soltar a fita que me amordaçava esfregando o rosto na cama, sem sucesso e exausta, dormi. Quando acordei com um barulho, vi o canalha afiando uma faca em uma máquina no quarto, ele me fitou e saiu do quarto. Pensei, é agora ou nunca. Percebi um ferro perto da cama e tentei esfregar a fita nele para soltar, me arranhei com o ferro mas consegui soltar a fita. Comecei a olhar em volta e percebi que a comida ainda estava lá, e peguei o garfo com a boca que estava no parto junto com o pedaço de carne, com ele comecei a perfurar o tecido que prendia minha mão, como estava desesperada rapidamente eu o fiz. Com ajuda do garfo e de minha mão comecei a desamarrar os nós, até que ouço resmungos de raiva e a TV que dizia em espanhol “Directora de empresa desaparece en miércoles, la única información que tenemos, es que ella estaba con un hombre en un restaurante y luego desapareció. Se Sospecha de Art Venegan”. Estava muito feliz, alguem iria me achar. Logo me soltei e peguei a faca que ele acabara de amolar e fiquei ao lado da porta, esperando que ele entrasse, porque não havia outra saída. Esperei um longo tempo. Quando escutei ele chamando pelo meu nome. Quando ele entra e não me ve na cama, ele vai até lá, e olha em baixo na cama. Com calma, eu chego por trás dele, e quando ele se levanta, dou-lhe uma facada no pescoço, começo a chorar de desespero e ele cai no chão morto. Senti um imenso prazer ao fazer aquilo, mesmo estando desesperada. Fiquei ali, parada olhando o corpo morto do homem, quando ouço um carro parar e a maçaneta começa a girar, me escondo atras da porta novamente, quando um homem entra no quarto e eu o golpeio com a faca novamente, a sensação era maravilhosa, como se eu estivesse em uma montanha russa. O que aconteceu comigo foi horrivel, mas o fato de matar, me dava tanto prazer, eu havia despertado uma garota psicopata dentro de mim, já havia assasinado muitas pessoas antes, para conseguir o que eu queria, como minha mãe, meu irmão e outras pessoas. Agora estou aqui redigindo o por quê de estar aqui, e como despertei esse espírito psicótico dentro de mim.

4 comentários:

Unknown disse...

amr, ficou perfeito *o* parabéns! by: mace
UAHSUAHSUAUSA

Anônimo disse...

Geeente, quando ele me ligou falando sobre o conto fiquei ansiosa para ler, mas não imaginei que fosse tão brilhante assim *--*. Você realmente consegue prender o leitor, e tem muuuita habilidade pra isso. Em especial amei o final, ela era locona também AOISOAISO. Parabéns, melhor conto de suspense que já li.

Sandra Ferretti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sandra Ferretti disse...

ela tinha que ser boazinha O:

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