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sábado, 11 de dezembro de 2010

Livros que estou lendo!

Oi gente!
Ultimamente não estou tendo cabeça e nem paciência para ler livros, muito menos para escrever contos. Eu escrevi um pequeno texto estes dias para postar aqui, mas não me lembro onde deixei o caderno que eu escrevi. Quando eu achar eu posto.
Enfim, eu vim aqui para dizer que estou lendo um novo livro chamado "Nudez Mortal" de Nora Roberts. Não preciso nem falar nada a respeito né? Sempre quiz ler um livro da Nora porque todos são muito bem falados por aí. Porém nunca tive oportunidade... Agora que me surgiu essa imensa honra vou ler o livro de cabo-a-rabo e postar a minha opinião sobre ele aqui no blog. Prometo que não demoro. Leiam a sinopse:


nudez2

Apresentando nesse primeiro livro da série a Tenente Eve Dallas. Em 2058 a tecnologia domina o mundo. A tenente da Polícia de Nova York, Eve Dallas está a caça de um assassino cruel, e em 10 anos na força policial, já viu de tudo e sabe que a sobrevivência depende de seus instintos.
Quando a filha de um senador é morta, a sua vida secreta na prostituição é revelada. E a tenente destacada para o caso, Eve, terá que investigar o círculo fechado dos polítos e sociedade de Washington.
E para complicar, a atração crescente por Roarke, um bilionário irlandês e sedutor, principal suspeito do seu caso de investigação. Quebrando todas as rígidas regras de conduta, Eve envolve-se com ele. Mas a paixão e a sedução tem suas próprias regras e farão com que Eve caia nos braços de um homem o qual ela não sabe nada, exceto o desejo viciante da necessidade do seu toque.
Deixa eu ler meu livrinho (livrão né?). ^-^
Beijinhos,
Is Angelotti

domingo, 3 de outubro de 2010

Almas Feridas - Parte 3 (Final)

Procurava por livros sobre a história de SilentWood; algo me dizia que muitos assassinatos ocorreram naquela cidade, fatos passados datados como nas cartas que eram em sua maioria da década de 90. Assim logo corri para o computador da biblioteca procurar por notícias de assassinatos e desaparecimentos de pessoas na cidade, até que encontrei uma manchete de 1952: “Família Francesa é dizimada por psicopata”, comecei a ler atentamente, vi que a família francesa era dona de um importante hotel da região, haviam sido mortos na noite de natal, enquanto a família fazia o baile de natal, que era uma tradição da família, o psicopata havia matado a todos com uma arma de fogo, porém apenas o filho mais novo havia se salvado, porque ele fugiu para uma cabana que seu pai houvera construído para ele no meio da floresta e nunca mais fora visto. Quando li aquilo, fiquei intrigado, eu tinha achado algo, só poderia ser aquilo. Voltando ao carro San não estava lá, eu fiquei desesperado, onde estava San, porém precisava me acalmar, a voz me dissera que San ficaria bem, e eu precisava resolver logo as coisas para que tudo ficasse bem. Dei a partida no carro e voltei ao hotel, já estava amanhecendo, não percebera que demorara tanto tempo na biblioteca. Já tinha algumas respostas para algumas perguntas, precisava agora voltar à cabana, para ligar os fatos. Estacionei o carro a uns 500 m do hotel e segui a pé, para não levantar suspeita caso alguém estivesse pelas redondezas do hotel. Chegando ao portão do hotel, vi San encostada no portão, dormindo. Corri para ver se ela estava bem; ela acordou assustada, e desorientada:

- Onde estamos? – perguntou ela.

-Estamos na entrada do hotel San tudo vai ficar bem, eu tenho algumas respostas, precisamos voltas a cabana.

- O que? Por quê? Não posso ir para a cabana, é perigoso.

- É perigoso e preciso para salvar as pessoas que vivem a nossa volta.

Entramos nos hotel, que ainda estava aparentemente vazio. Corremos o mais rápido que pudemos para a velha cabana. Vimos que o sol começava a aparecer no horizonte de SilentWood, por entre os altos pinheiros da região. Entramos na cabana que aparentemente não tinha ninguém.

Lá dentro vimos uma TV e um vídeo K7, que reproduzia uma fita. Pudemos ver apenas um homem dando tiros, e não escutamos nada porque a TV estava no mudo. Logo após os tiros a fita acabou; olhei para San e recomecei a reproduzir a fita e aumentei o volume da antiga TV. O áudio era péssimo, por ser uma filmadora realmente antiga, nem sequer sabia que existiam filmadoras pessoais na década de 50, mas pude perceber que as pessoas dançavam ao som de Claire de Lune, todos riam felizes, exceto por um menino que estava sentado em uma cadeira, e olhava fixamente para a câmera; até que ouvimos um som estrondoso, o som de um disparo; logo vejo uma mulher caindo ao chão, seguido de vários disparos, onde várias pessoas caíram desfalecidas ao chão. O menino que estava sentado olhara horrorizado e saíra correndo, desaparecendo do foco da filmadora, o vídeo termina. Será que aquele menino seria o assassino? Provavelmente que sim, mas precisávamos colher mais pistas; San me chamou para seu lado, ela olhava um quadro com vários recortes, comecei a lê-los. Em sua grande maioria eram jornais da cidade de SilentWood, em sua maioria eram relatadas nas notícias casos de desaparecimento e mortes na cidade, e haviam várias fotos de crianças tristes – tremi – estava ficando com medo, até que ouvi gritos aparentemente de Ju do lado de fora da cabana. San e eu nos entreolhamos e corremos para fora da cabana, não estávamos vendo nada, até que vamos algo se mexendo no meio dos arbustos. Para nossa surpresa Ju estava lá escondida, estava machucada e assustada – da mesma forma que San estava – Logo a ajudamos a levantar e questionamos o que houvera ocorrido. Ela disse que não se lembrava muito bem e sentia dor, assim ela levou sua mão para o local da dor, na região da nuca e quando viu sua mão tinha sangue, quando olhei a ferida percebi que estava escrito “La douleur, la vengeance et la mort”, não sabia o que era isso, nem San; tentamos ao máximo explicar pra Ju o que estava escrito, até que finalmente ela entendeu, e disse-nos que estava escrito “Dor, Vingança e Morte”. Confesso que estremeci com essa frase, as peças estavam finalmente se encaixando. Olhei para as meninas confusas e curiosas para saber o que eu pensava, até que comecei a dizer que depois de um período de dor profunda pela morte de seus familiares, muito tempo remoendo a situação, um período de angústias e tristezas somado com grande saudade e solidão, fizeram com que o homem tornasse um assassino em série, que precisa matar as pessoas como forma de vingança e como forma de preencher o grande vazio de seu peito. As meninas me encaravam pensativas, tentando entender o que eu dizia, começamos a ouvir passos perto de nós e... Não me sentiam mais tenso como antes, ouvia Bips, sentia uma leve pressão em minha perna, e ouço vozes dizendo: “Veja, ele está acordando”, assustado abri os olhos e comecei a me mexer, até que Ju e San me seguraram. Eu não estava entendendo, o que estava acontecendo? Perguntei a elas, porém nada respondiam, sentia-me confuso. Logo uma enfermeira entra no quarto e diz que eu havia sido encontrado na floresta na neve, com algumas fraturas, desmaiado e com hipotermia devido a grade quantidade de neve que cobria meu corpo, assim que fora encontrado fui levado ao hospital e fiquei desacordado durante 4 dias, e que em breve eu iria para casa, todos os tratamentos tiveram sucesso, porém os medicamentos fizeram com que eu ficasse desacordado por mais tempo, e ela se retirou com as meninas do quarto para chamar o médico que me daria alta o quanto antes. As meninas me deviam respostas, fiquei pensando por longos minutos até que adormeci novamente. Depois de um sono agitado, porém sem pesadelos; fui acordado por Ju, que disse que já estava na hora de ir embora para casa. Os enfermeiros me ajudaram a sentar na cadeira de rodas, e Ju e San me levavam para fora até o longo corredor, vi recepcionista do hotel em pé no corredor com as mesmas botas sujas de sangue do serial killer, estava aterrorizado; até que falei para San:

- San, o que houve? – elas apenas me olhavam – Todas aquelas coisas horríveis, tudo que vimos, ah certamente você nem imagina o que houve, foi só um pesadelo.

Elas pararam a cadeira de rodas, entreolharam-se novamente, estavam estranhas, como se escondessem algo; San agachou-se a minha frente, olhou-me fundo nos olhos e disse num leve sussurro:

- Posso assegurar-lhe que não foi um pesadelo

Ao fundo do corredor, pude ver o velho recepcionista serial killer novamente com um machado na mão, sorrindo.


Fim.

Ca Menzoni

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Almas Feridas - Parte 2

San que estava perto do lampião o apaga tão rápido quanto um impulso nervoso, desesperadamente nos entreolhamos e tentávamos achar algum lugar para nos esconder, o que não seria tão fácil numa cabana tão pequena, assim Ju se escondeu atrás de uma velha cortina empoeirada, já San e eu nos escondemos debaixo de uma cama. Enquanto esperávamos com o pânico dentro de nós, a porta finalmente se abre, e um alguém entra, como estávamos debaixo da cama, apenas pudemos ver os pés do sujeito, ele calçava coturnos, e pelo ranger do velho piso de madeira, ele parecia ser corpulento, assim quando percebi havia gotas de um vermelho escuro que pingavam ao chão, ele solta um resmungo e solta algo no chão, e percebemos que era um braço amputado, e havia escrito (colocar vingança em francês aqui), que seria isso? Certamente Juliana saberia se visse. A Sandra parecia muito agitada atrás de mim, e derruba algo com o pé, o homem para em silencio, e caminha em direção a cama e começa a abaixar-se, quando de repente um rato passa pelo meu corpo, e sai em direção ao homem, que o esmaga com o pé, e joga-se na cama. Essa não; e agora o que faríamos para sair daquele lugar? Decidimos por esperar ele dormir para que pudéssemos sair, antes disso seria impossível. As horas passavam, o homem já dormia mas a coragem é o que nos faltava, não queríamos fazer barulho para acordar o homem, porém com aquele assoalho de madeira, seria impossível causar o mínimo ruído, então eu comecei a pensar em um plano, digitando ele pelo celular para mandar para Ju, enquanto escrevia, San estava lendo o que eu pensava, assim enviei para Ju, percebi que ela se mexia atrás da cortina para pegar o celular que vibrara, disse na mensagem que iríamos sair com cautela debaixo da cama, mas depois correríamos até a porta e sairíamos, voltando o quanto antes para nossas cabanas. Assim eu comecei a me arrastar, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Quando consegui ficar em pé, pude perceber que o homem estava dormindo de lado, não conseguia ver o seu rosto, queria reconhecê-lo, mas Ju me puxou, e fomos até a porta esperar por San sair debaixo da cama, assim abrimos a porta emperrada, fazendo um barulho estrondoso, e corremos como nunca antes para a minha cabana, era o mais viável a ser feito de momento, assim que entramos eu só pude dizer “O que foi aquilo?”. Estávamos completamente tomados pelo pânico, histeria e desespero, não estava conseguindo respirar, minha boca estava completamente seca, e podia sentir meu sangue sumir das veias, até que comecei a ouvir gritos de desespero na minha cabeça, ouvi pessoas chorando e implorando por piedade, logo desmaiei encosto à porta do chalé. Acordei com San e Ju dormindo comigo na cama, quando olhei no relógio eram sete e meia da manhã, decidi acordá-las para que pudéssemos fazer alguma coisa sobre o assunto, precisávamos falar com o gerente do hotel, porém logo que fiz o comentário sobre contar ao gerente, San me disse que não era uma boa idéia porque nós não sabíamos se o gerente estava envolvido em alguma coisa, então teríamos que resolver por nós mesmos. Disse para as meninas irem tomar o café da manhã, que eu já iria. Assim, quando elas saíram, eu decidi tomar um banho, estava cansado e com fortes dores no corpo. Fora uma noite agitada, e cheia de pesadelos, com muitas mortes e muita confusão, dei de ombros e segui para o restaurante, precisava pensar, e bolar um plano junto com as meninas. Chegando lá, não encontrava as meninas em lugar nenhum, perguntei perguntar alguns de nossos amigos que estavam tomando o café da manha, porém eles diziam que tinham visto as em lugar algum desde ontem a noite. Percebi que eles me encaravam, como se eu fosse um ET, eu estava preocupado e não conseguia parar de pensar no ocorrido da noite passada, foi algo que nunca pensaria que ocorresse comigo. Comecei a ouvir vozes novamente, porém desta vez com uma tristeza profundo que se instalou em minhas entranhas, senti a sensação de desmaio novamente; de repente Gabi chama por meu nome, e a sensação passa tão rapidamente quão ela chegou; ela perguntava se estava tudo bem, e disse que eu estava muito pálido, e que parecia que estava passando mal; rebati dizendo que estava bem, de forma mais seca possível. Saí correndo daquele restaurante, precisava saber o que acontecera com as meninas. Parecia mais frio do que antes do lado de fora da casa, nuvens nubladas e escuras forraram o céu de SilentWood, senti que um forte nevasca estava por vir e as coisas ficariam difíceis rapidamente; decidi ir o mais rápido possível para a minha cabana, elas provavelmente estariam lá, corri o mais rápido que poderia correr, quando cheguei lá, olhei a minha volta porém não via nada, adentrei no chalé e me deparei com o ambiente todo revirado, com marcas de sangue por todos os lados, havia escrito na parede, repetidas vezes “Vengeance”, eu ainda não sabia o que isso significava, logo as vozes no meu ouvido ficaram intensas, gritavam por mais desespero do que antes, elas pediam ajuda à mim, a tristeza tinha se instalado em meu corpo novamente, junto com “Claire de Lune”, não podia suportar mais aquilo, estava enlouquecendo, e desmaiei ao batente na porta novamente, novamente fora um sono agitado como da outra vez. Ao despertar, estava me sentindo como se estivesse congelando, levantei num salto. Estava no meio da floresta, na neve vestindo apenas um, sobretudo longo; estava perdido, para todos os lados que eu olhava eu apenas via altos pinheiros e neve, muita neve. Até que senti a presença de alguém atrás de mim, quando virei assustado percebi que era San, ela me olhava profundamente, e disse para mim correr rápido, sem hesitar comecei a correr o mais rápido que pude, corremos muito pela neve, até que avistamos uma fumaça. Chegando mais perto pude perceber que era minha cabana. Entramos e San trancou a porta. Abri a boca para falar, porém San tapou minha boca e disse para que eu não falasse nada, era perigoso demais, disse que eu não tinha noção do que estava acontecendo, eu apagara por três dias, e as coisas estavam ficando difíceis. Ouvimos um som de madeira rangendo na varanda, e San arregalou os olhos, sentia o desespero que ela sentia. Depois de alguns minutos de silêncio na cabana, ouvimos alguém descendo as escadas e correndo pela neve, finalmente San tira a mão da minha boca.

- San, o que está acontecendo? Porque você está toda esfarrapada e machucada?

-Eu não posso dizer ainda, é tudo muito vago, coisas ruins estão acontecendo, pessoas estão sumindo, como Ju, ela sumiu desde a manhã que você disse para irmos tomar café da manhã, comecei a procurar por ela e me perdi na floresta, na floresta comecei a ouvir vozes, ouvi relatos de coisas horríveis, essas vozes não saiam da minha cabeça, até eu chegar nas redondezas daquela cabana. Estou tentando desvendar esse mistério, não sei por que, mas algo está acontecendo naquela cabana, e coisa boa não é. Nós precisamos correr até lá, precisamos ajudá-los, precisamos acalentá-los.

- Eu acredito em você San, eu também estou ouvindo vozes, elas gritam e imploram por ajuda. Vamos, temos que descobrir o que está acontecendo – comecei a me dirigir até a porta, e num salto ela impediu que eu abrisse a porta, como se eu estivesse tentando me dirigir ao inferno por vontade própria.

-Não, não faça isso; as vozes são perigosas e estão em toda parte, elas mudam seu destino e fazem coisas estranhas acontecerem, precisamos ficar aqui e esperar clarear o dia.

Não a obedeci, e disse que tínhamos que descobrir o que estava acontecendo naquele lugar; tudo estava tão estranho, sentia-me como se não estivesse mais na terra, e sim em alguma outra dimensão paralela, nem sabia mais onde estava, o que estava acontecendo. Disse a ela que eu precisava ir até a biblioteca da cidade de SilentWood, que não era muito longe do hotel, ela histérica me impedia de sair, empurrei-a e sai. Ela veio correndo atrás de mim, e fomos rápido para o estacionamento do hotel, no caminho não víamos nada a não ser neve, árvores e o imponente hotel. No estacionamento, sem manobristas o que era muito estranho, as pessoas haviam sumido como San havia dito, pegamos uma chave no pára-brisa de um carro de luxo, dei a partida, não sabia dirigir muito bem, meu pai havia me dado algumas aulas, mas não era o suficiente, fiz o que pude para que pudéssemos chegar à biblioteca que ficava a mais ou menos 5 km do hotel. No meio do caminho, víamos pessoas na estrada, pessoas com rostos distorcidos, que ficavam paradas fitando nossos olhos; podia ver a tristeza escorrendo pela alma daquelas pessoas, podia ver o sofrimento, até que ouvi uma voz feminina eu meu ouvido:

- Acalme-se não vamos machucá-lo, queremos justiça, queremos justiça – Fiquei horrorizado com aquela voz, até que olhei para o lado e San dormia – Você precisa nos ajudar, você sabe o que fazer, ligue os fatos; seja rápido.

Assim que percebi, já estávamos no centro da cidade, que estava completamente vazio e escuro, exceto por uma luz que estava acesa na praça central. Segui até a biblioteca com o carro. Tentei acordar San, mas ela dormira num sono profundo e a voz me orientou que ela ficaria bem, não havia ninguém ali. Mesmo desconfiado, corri para a biblioteca. Era tarde, a biblioteca já deveria estar fechada, porém a porta principal estava entreaberta e as luzes do corredor principal estavam acesas.

Continua...

Ca Menzoni

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Almas Feridas - Parte 1

Enfim, soa o último sinal do semestre na escola, o ar das férias já invade os alunos que irão descansar por um mês nas férias de inverno, porém as férias desse ano serão diferentes porque viajaremos para um acampamento nas florestas temperadas no interior de Silentwood, uma província pouco povoada, porém corresponde a dois quintos do tamanho de nosso país. Estou muito ansioso para essa viagem, que pode ser a melhor de minha vida, creio eu. Saindo da escola, fui para casa com amigos, como de costume. Assim que me despedi deles e disse que os veria no dia seguinte pela tarde para nossa viagem. Entro em casa e minha mãe está fazendo o nosso almoço do dia. Ela estava visivelmente preocupada com a minha viagem, sua inquietação estava me incomodando então decidi perguntar o porquê dela estar tão preocupada com a viagem, e ela me respondeu que não tinha um bom pressentimento com essa viagem, e não queria que eu fosse, porém era a minha primeira viagem com a escola, e achava que por isso sentia-se dessa forma, já que ela é super-protetora. Para acalmá-la eu disse-lhe que muitos amigos iriam, como a San e Ju, minhas melhores amigas. Fui para o meu quarto para arrumar minhas malas, não sabia o que levar, não tinha a menor noção de como era acampar; decidi pegar o telefone e ligar para San, porque os pais delas acampavam todo ano nas praias do litoral norte, conhecidas por serem calmas, e com muita vegetação. Assim, liguei para ela para poder perguntar algumas coisas para ela. Depois de desligar, comecei a arrumar minhas malas; as dicas de San foram extremamente úteis e consegui terminar de arrumar a mala antes das três horas da tarde, depois passei o resto da tarde jogando vídeo-game, conversando no telefone, assistindo TV e comendo, evidente. Depois do jantar, decidi ir dormir e me despedi dos meus pais, sabia que seria um dia longuíssimo. Acordei entusiasmado para a viagem, tomei meu banho, me troquei, e desci para o café da manhã já carregando as malas para a sala. Tomei o meu café da manhã, e disse para minha mãe que iria comprar algumas coisas no centro, para poder levar na viagem como roupas, petiscos, entre outras coisas. Lá encontrei com Ju, que estava comprando algumas coisas também, e ficamos conversando por algum tempo, ela disse que iria para minha casa, pegar o ônibus da escola junto comigo, saindo do centro, fomos até a casa dela pegar suas coisas , e aproveitamos e almoçamos lá,após almoço fomos para minha casa depois disso para esperar o ônibus que chegaria em pouco tempo. Ficamos conversando e assistindo TV até o ônibus buzinar à minha porta. Logo despedi de meus pais, peguei minhas malas e corri para o ônibus, seria a melhor viagem de toda a minha vida, com certeza. O acampamento era longe, muito longe, mas conversando com os amigos, foi super rápido. Já estava à noite, estava escuro, e não havia carros passando pela longa estrada, que cortava a floresta de pinheiros de Silentwood, nevava muito naquela região, por ser uma região alta, e impedia-nos de ver além de três metros do ônibus. Chegando ao acampamento, temos a vista de uma casa de madeira realmente grande, era o nosso hotel. Todos saíram correndo do ônibus, já com nossas malas. A noite estava fria, mas estava agradável e era isso que nós queríamos. Chegando à recepção, o gerente um homem bem velho e magro, usava roupa social de certa forma rústica, logo ele começou a conversar com o nosso professor que estava na viagem junto conosco. Depois disso ele explicou para nós que na parte principal do hotel, havia apenas dez quartos, e os quartos suportavam duas pessoas, a outra metade dos alunos, poderiam hospedar-se nos chalés que estavam cravados entre a floresta, onde havia tudo que um quarto normal da parte principal do hotel tinha, porém eram um pouco distantes do hotel em si. Logo que o gerente terminou de dizer isso, fomos procurar um quarto para ficar, mas eu preferi ficar em um chalé, porque o quarto seria muito chato. Então saí com minhas malas pelo local, porém todos os chalés estavam ocupados, eu continuei andando, quase desistindo, e percebi que já não via mais chalés nem sequer o hotel, até que vejo um chalé aparecer por entre os altos pinheiros, tinha certeza de que este não estava ocupado, e já sabia o porquê, era muito distante e quase ninguém o encontraria. Entrei no chalé, pois a chave já estava na janela, era bem menor do que os outros, esse tinha apenas um criado-mudo ao lado de uma cama colonial e uma cômoda, e a porta onde era o banheiro. Coloquei minhas malas em cima da cama e saí. Olhei para o lado esquerdo e vi que tinha outro chalé a uns cinqüenta metros do meu chalé, porém era menor, tinha o teto rebaixado e janelas quebradas, parecia abandonado, e vinha uma música do interior do chalé, me pareceu Claire de Lune, era realmente estranho, mas curiosidade de entrar foi muito grande, que quando percebi estava a menos de 5 passos do chalé, fiquei com medo e saí correndo. Chegando perto do hotel, vi San e Ju conversando na varanda de um chalé, e falei para elas o que havia visto e pedi para que elas fossem junto comigo para ver o que tinha lá. Nunca havia sentido tanta curiosidade, me senti por um instante insano e idiota, mas a curiosidade de saber o porquê de um chalé no meio da floresta, visivelmente abandonado, tocava Debussy. Fomos até o chalé, havia começado a nevar novamente. Eu e Ju estávamos com muito medo de abrir a porta, então San tomou a frente e empurrou a velha porta, que estava emperrada, porém destrancada. Quando entramos, estava escuro dentro do chalé logo achamos um lampião, e o acendemos. Vimos que era tudo muito antigo, e estranho, não parecia um local comum. Enquanto San e Ju estavam fitando coisas em cima de uma mesa de trabalho, eu queria descobrir de onde vinha a música, segui o som, e finalmente achei uma caixa de música, com uma bailarina, assim que peguei a caixa na mão, a bailarina parou de girar e a música parou junto com ela. Vi que a caixinha tinha uma pequena gaveta, onde tinha uma chave que estava escrito Rapports nela, fiquei pensando onde serviria aquela chave, enquanto fitava aquela caixinha, ouço Ju gritar, ela havia encontrado um pote, com uma faca ensangüentada, na mesma hora que ela viu a faca, fechou o pote, estávamos ficando com muito medo, logo a Sandra tropeçou em algo e caiu no chão, era uma caixa, com fechadura que estava escrito Rapports, logo peguei a chave e tentei abrir a caixa, assim aberta, havia vários papéis, estavam todos em francês, então pedi para que Ju lesse, enquanto ela lia, via sua expressão de espanto, ela começava a tremer, seus olhos estavam arregalados, quando ela parou de ler, ela nos olhou e falou que aquilo eram relatos de pessoas que haviam sido mortas, nos arredores do hotel, desde o plano, até a forma e intensidade de como essa pessoa havia sido morta, e dizia que as mesmas haviam sido enterradas nas redondezas da floresta de SilentWood, porém não dizia onde os tais corpos estavam, estava completamente e psicoticamente desesperado, aliás, todos nós estávamos, e por fim decidimos que o melhor a fazer era sair daquela cabana sinistra, porém ouvimos passos do lado externo da cabana.

Continua...


Ca Menzoni

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fomatura Inesquecível

Acordei com minha amiga chamando-me, ela disse que já tínhamos chegado ao aeroporto. Acordei um pouco zonza com a viagem de ônibus desde nossa cidade até São Paulo para poder pegar nosso vôo para o Canadá. Perguntei a Julie, que horas eram e ela me respondeu que eram exatamente dez e meia. O vôo sairia em meia hora. Enquanto descíamos do ônibus, minha mãe me liga: - Alô? Cyn? Já está no aeroporto? - Minha mãe era do tipo mãe coruja – Sim mãe, acabamos de chegar aqui, nosso vôo sairá em meia hora. – Ok filha, eu e seu pai estaremos na casa de sua avó, quando chegar ao Canadá, ligue. –Ok, eu te amo. Desliguei o celular, e já estávamos quase na entrada do saguão do aeroporto. Nossos guias disseram que teríamos de estar na fila do Vôo especial 667 em 15 minutos para que tudo ocorra normalmente, sem problemas e que enquanto isso, poderíamos comer ou comprar algo. Então eu e Julie fomos para uma “Casa do Pão de Queijo” que havia ali perto. Na fila enquanto escolhíamos o que iríamos comer, Julie me diz uma coisa que me chocou: - Cyn, eu estou muito nervosa, não queria nem sequer vir nessa viajem. – Que horror, por quê? – Porque eu sonhei durante várias noites, que algo não iria dar certo lá no Canadá, não sei. Eram sonhos escuros e sombrios, e eu sentia uma forte agonia, como se toda a felicidade do mundo houvesse sumido e que só existia eu e mais ninguém. – Ai meu amor, não pensa essas coisas, você só está nervosa porque nunca havia viajado tão longe de seus pais dessa forma. – Sei lá, parece tudo tão real, que eu estou começando a ficar com medo, isso está me perturbando profundamente. –Sabe que eu acho? Que você está com medo de andar de avião. Você não via ver ETs lá no céu não. –Ai para de debochar de mim, o que eu disse foi sério ok? Depois dessa conversa, compramos o nosso lanche e comemos, e ficamos falando de como seria legal o Canadá. No horário marcado, fomos para a fila e esperamos para poder embarcar; Eu estava nervosa, com um pouco de medo e muito ansiosa para o que seria a melhor viajem da minha vida. Julie estava inquieta ao meu lado, mandava muitos torpedos e ligou para a mãe dela que tentou acalmá-la com pouco sucesso. Disse a ela para se acalmar, e tomar os remédios dela, porque ela tem problemas de nervosismo e ansiedade. Passando pelo Gateway, seguimos para o avião. Subindo a escada do avião, olhei para trás e percebi que havia muitos alunos para embarcar. Fui até a minha cadeira, e a Julie até a dela que era na mesma coluna, mas na outra janela, ao meu lado sentaram Arthie e Nany. Eles eram muito legais, e éramos amigos desde o primário, e continuamos amigos até o último ano de colégio, eram como Julie, só que eram mais extrovertidos e alegres, então a Nany começou: Ai, Cyn eu estou tão feliz de estar nessa viajem com você, nem acredito que vamos juntas arrasar no Canadá (risos). –Estou ansiosa também, nem imagino como poderá ser. A aeromoça começa a explicar as regras de segurança, e pediu também que colocássemos os celulares em modo vôo ou para que desliguemo-nos porque iríamos decolar naquele instante. Depois da tensão de decolagem em que a maioria ficou muda, voltamos a conversar freneticamente e alegremente, teríamos que aproveitar o máximo, pois seria uma viagem inesquecível para todos, e como. Logo o piloto disse que a partir daquele momento já estávamos em velocidade de cruzeiro. Assim as aeromoças começaram a passar com a comida, como estava satisfeita com o lanche no café, dispensei e andar pelo corredor, percebi que Julie estava mais calma e feliz. Todos estavam conversando na maior algazarra felizes com a viagem, eu também estava, mas comecei a pensar no que Julie disse-me enquanto estávamos no aeroporto, que sentia que estava me perturbando um pouco. Estava muito quieta olhando pela janela, perto do banheiro, quando Nany me chamou, ela queria me mostrar uma revista que ela havia comprado do aeroporto. Enquanto folheávamos a revista, percebi que havia uma agitação na cabine e do aeroporto, e que algumas aeromoças estavam inquietas, e duas delas, inclusive um homem que eu n havia visto antes veio do fundo do avião e entraram na cabine do avião, eles conversavam baixo, mas como minha poltrona era perto da porta, eu ouvia ruídos de conversa. Eu estava paralisada tentando ouvir o que eles diziam, mas com o olhos na revista, até que Nany perguntou-me se eu estava bem, respondi que sim, mas precisava ir ao banheiro. Levantei-me, e Arthie me segurou pelo braço e sussurrando ele disse: -Cyn, você sentiu que as aeromoças estão esquisitas? –Sim, e não só as aeromoças, mas a cabine também, eu ouvia conversa agitada lá. –Será que está acontecendo alguma coisa? –Não sei, mas preciso descobrir. –Cyn, não se meta com essas coisas. –O que eles poderiam fazer? Jogar-me do avião? –Ok, mas pense bem no que faz, se quiser uma ajuda, estarei aqui. Quando seguia para o último banheiro, onde não havia muitas pessoas, uma aeromoça me barrou, e pediu para que eu fosse para a minha poltrona. Eu perguntei para ela o que estava acontecendo de tão secreto entre eles e ela respondeu que havia uma grande massa de fumaça vindo em nossa direção, e que tínhamos perdido o contato com os aeroportos, e estávamos voando sem rumo, mas parecia que estávamos sobrevoando o território das cordilheiras do Andes, e que iria avisar a todos quando fosse à hora, ele ainda estavam tentando saber o que estava acontecendo. Assim, aproveitei e perguntei se era algo sério e ela respondeu que sim e disse para todos terem calma, porque ela iria avisar os procedimentos corretos. Saiu assim, correndo para a cabine. Eu estava perplexa com a situação, e cada vez mais o sonho de Julie estava na minha cabeça, eu estava começando a ficar desesperada, tentei manter a calma, e voltei para a minha poltrona, angustiada, o que poderia acontecer com todos nós? Qual seria o nosso futuro? Nesse instante, sentimos uma forte turbulência, e as aeromoças saíram da cabine, e disseram que iríamos passar por uma forte turbulência, porque começamos a atravessar uma grande massa de fumaça e que tínhamos perdido o contato com os aeroportos e que precisávamos da calma de todos e repetiram o que fazer em casos como esse. Ficamos alguns instantes em turbulência leve, logo ela começou a piorar, e as luzes começaram a piscas, e sentimos que estávamos perdendo altitude, eu estava com muito medo do que iria acontecer. Até que o co-piloto do avião começa a falar desesperado: - Estamos perdendo muita altitude, creio que não vamos conseguir. Todos já desesperados, começam a gritar de chorar. Novamente o co-piloto fala: - Pessoal, vai ser agora, estamos a menos de mil metros do chão, em dois minutos será a colisão com o chão. Quando dizem que quando se está prestes a morrer, sua vida passa como um flash, isso não aconteceu comigo, eu estava com medo demais para pensar, para gritar, para chorar. Então o inevitável aconteceu só me lembro que bati a cabeça em algo, e apaguei. Quando acordei, vira algo que jamais presenciei em minha vida...

Continua...


Ca Menzoni

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A melhor parte da vida é a realidade

Acordei mal-humorada, estava em um dia daqueles em que não suportaria nada, criticas, reclamações, idiotices, e estava frustrada porque eu e meu marido que já estávamos casados a tanto tempo não tínhamos mais uma relação como antes, meus filhos já adolescentes não tínhamos mais um bom relacionamento, eu estava me sentindo sozinha, solitária e não estava tentando fazer nada para melhorar isso. Fiz o café da manhã, como sempre silencioso, como se não houvesse ninguém comigo. Antes de sair pedi para a Josefa, a empregada que limpasse o quintal dos fundos. Peguei minhas coisas e segui para o meu carro, todos já tinham saído, sem se despedir, éramos muito desunidos, era como se não houvesse amor, e se houvesse estaria escondido bem no fundo de todos nós, eu amava os meu filhos e meu marido, mas parecia que eles não sentiam o mesmo. No caminho minha cabeça estava totalmente congestionada de informações e problemas para resolver, pensava nas contas, no meu marido e nos meus filhos, no trabalho, estava estafada mentalmente, e estava começando me sentir mal fisicamente, chegando perto do meu local de trabalho, recebo uma ligação, era minha amiga Cristina que pediu para que eu passasse na Starbucks comprar um cappuccino para ela. Cristina disse que eu estava com uma voz muito estranha e perguntou se estava tudo bem e se queria conversar sobre algo, disse-lhe que só estava cansada pois tinha dormido mal a noite. Ela era muito amiga minha, nos conhecíamos desde o colegial, fizemos faculdade juntas, mas mesmo assim eu preferia guardar isso para mim, queria resolver sozinha, ela poderia me confundir mais ainda com seus conselhos e talvez eu poderia acabar fazendo a escolha errada. Segui para a Starbucks para comprar o cappuccino de Cristina, chegando lá estava bem cheia e tive de esperar um pouco, mas estava com tempo, tinha 30 minutos antes do horário, e como não era longe, estava sossegada, aproveitei e comprei um para mim também. Saindo de lá, chegando perto do meu carro, alguém tromba comigo e cai no chão, junto com meu cappuccino. Quando vejo um senhora, de estatura bem baixa, de certa forma rechonchuda que, parecia-me uma mendiga, como se tratava de uma senhora eu decidi não chegar. -Está tudo bem com a senhora?- disse ajudando ela a se levantar.-Muito obrigada minha cara.- Percebi que ela parecia muito com minha avó, materna, inclusive em sua voz.-Não há de que. Seguindo para o meu carro, deixando a senhora para trás, com as mãos já na maçaneta, a senhora chama pelo meu nome, olhei surpresa para ela, como ela sabia meu nome? Então, ela veio em minha direção. -Por favor, quero que fique com isso, use-o.- Ela me deu um colar, que tinha como pingente uma pequena pedra, não sei exatamente que pedra era aquela, mas sabia que era especial, ela tinha um brilho próprio, como uma estrela. -Fique com ele, e saberá seu significado em breve, mas escute, nunca deixe esse colar, independente do que aconteça, use com sabedoria. -O que? Mas eu não quero esse colar, para que serve? Senhora! - Ela sumiu dentro de um beco. Eu achei meio estranha a situação, e guardei o colar na minha bolsa. Liguei o carro, e dirigi até onde eu trabalhava, saindo do carro, eu comecei a ouvir um barulho tão agudo, que era ensurdecedor, o que seria aquilo?



Continua...

Ca Menzoni

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Emilly John - Parte 2 : Em busca da razão

Continuação...
Quase caí para trás com aquela notícia. Minha querida Dona Carmen ficou entre choros e soluços, arranjou forças para continuar e depois de um grande suspiro falou:
- Quando eu era casada com John, tive um caso com o...
- Com quem mãe?! Para de enrolar. Seja firme e fala logo, sua fraca! - eu já estava estressada.
- Com o Adamastor! Pronto falei! Você é filha dele e não do John! Eu não queria que você soubesse. Foi um erro meu...
Não deixei ela terminar o seu discurso muito "emocionante" de como minha vida foi uma farsa e de como ela era culpada por eu ser filha de um criminoso.
Fui para o meu quarto e tranquei a porta. Chorei muito, enchi o travesseiro de lágrimas de dor e ódio. Depois de ensopar o travesseiro eu decidi que eu iria fugir de casa. Esssa noite.
Peguei minha bolsa e coloquei meu celular, uma camiseta limpa e uma escova de dente, só por precaução. Peguei também minha carteira com 50 reais, minhas economias. Coloquei minha jaqueta mais quente, pois lá fora estava muito frio.
Pulei a janela e dei o último adeus em silêncio. Agora eu tinha que decidir onde eu iria.
Comecei a andar sem rumo pelas desertas ruas de St. L'avigne. Passei pelo mercado, pela quitanda, pela praça e qual não foi minha surpresa, cheguei no posto de gasolina, onde era o escoderijo do meu pai psicopata.
Já estava escurecendo. Eu havia chorado a tarde inteira. Resolvi entrar.
É difícil dizer isso, mas, como era arrumado o esconderijo, claro, o banheiro não era muito limpo e as paredes do quarto não eram rebocadas e o chão era cimento puro. Porém, haviam quatro camas, uma para cada, uma para cada prisioneiro, imagino. Havia também no canto oposto uma geladeira. Eu a abri. Dentro havia queijo, duas bananas, meio pacote de pão de forma e uma jarra de água. Tudo parecia estar em sua validade.
Eu estava com muita sede, peguei a jarra e procurei algum recipiente que eu pudesse tomar. Achei uma vasilha. Enchi uma vez e joguei no chão, só para limpar. Enchi de novo e coloquei a jarra na geladeira.
- Fazendo o que aqui, a essa hora da noite?

       CONTINUA...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Minha razão de viver

Não é possível, como isso por estar acontecendo? Isso é perturbador demais para qualquer pessoa. Isso é negligência, como os médicos não sabem o que ele tem? Eu não consigo parar de me fazer essa pergunta, isso é um absurdo, já pagamos todos os exames e só dizem que ele parece estar com gripe, desde quando gripe uma pessoa vomitar sangue puro e não consegue nem se mover nem falar, como se fosse um estado de coma só que uma pouco diferente, ele só vomitava, era um horror. Meu nome é Leid e vou contar o que ocorreu com meu eterno filho Zac. Ele sempre fora um menino muito inteligente, atencioso, carinhoso, um filho perfeito para uma família perfeita, éramos totalmente felizes, não havia do que reclamar de nossa vida de classe média, sempre saíamos todos os finais de semana para um passeio em família, num desses passeios fomos acampar e como era feriado ficamos quatro dias acampando numa mata perto de nossa cidade, muitas pessoas iam lá para passar o feriado. Alguns dias antes eu já comecei a preparar as mochilas e a nossa “farmácia de passeio”, nunca saio sem ela. Meu marido começou a preparar as barracas, sacos de dormir para prender no carro. Saímos de manhã cedo para aproveitar o dia com as inúmeras atividades que poderíamos fazer. Enquanto arrumávamos as coisas quando chegamos lá, Zac pediu-me para que fosse dar uma volta na mata, “explorar o território” como ele mesmo disse, nunca o tinha visto tão feliz e empolgado antes. Quando terminei de arrumar todas as coisas, percebi que já havia passado algumas horas e Zac ainda não voltara, instinto de mãe não mente e logo pensei que teria ocorrido alguma coisa, avisei ao meu marido e saí a procura do meu filho perfeito, angelical e doce. Comecei pela trilha que ele tinha apontado que iria caminhar, eu o chamava só que não havia nem sinal dele, comecei a ficar desesperada, e comecei a adentrar na mata e gritar pelo nome dele, eu estava maluca, aquilo não poderia ser acontecendo, aquilo não era real, eu gritava por seu nome, como nunca. De repente eu ouvi um som parecido com uma respiração, fraca, mas sonora. Comecei a seguir aquele som, quando vejo meu filho escondido embaixo de uma pedra, como se fosse uma caverna, que só lhe cabia. Corri até ele e o vi totalmente pálido e com profundas olheiras e olhando pro nada. Eu falava com ele, desesperada para saber o que estava acontecendo, só que ele nada dizia, não se movia. Peguei-o no colo e corri até o acampamento, só conseguia gritar por socorro, algo me dizia que aquilo não era bom, meu filho estava como um zumbi. Quando cheguei ao acampamento gritando por socorro, meu marido logo apareceu e tentou falar com ele, perguntando o que havia acontecido, eu lhe disse que teríamos que correr para o hospital mais próximo. Nós deixamos nossas coisas lá, apenas passei em casa para pegar meus documentos que havia deixado em casa para poder seguir para o hospital. Quando chegamos lá, os médicos o encaminharam para a emergência, porque pelo estado dele ele precisava fazer vários exames, para identificar com o que ele estava aparentemente era hipotermia, porque ele estava gelado, eu não havia percebido isso no desespero de encontrá-lo daquele jeito. Depois de vários exames, que não acusaram nada, decidiram enterná-lo, até uma decisão, mas concreta do caso dele. Ficamos vários cinco dias esperando por respostas, até que veio a notícia de que ele estava em coma, e mesmo em coma vomitava sangue. Eu fiquei totalmente chocada e comecei a chorar e a implorar para que os médicos salvassem meu filho de alguma forma, que fizessem o que pudessem, nem que fosse preciso eu gastar todo o meu dinheiro, até a última gota, nem que fosse preciso eu morrer para poder salvar o meu filho de seja lá o que fosse. O médico disse que provavelmente ele não resistiria, porque nunca houvera um caso assim na medicina, uma pessoa em coma que volta por alguns segundo vomitando sangue e depois entra em coma de novo, isso não existe, isso é coisa de conto de fadas. Meu marido disse que seria melhor irmos para casa, eu precisava dormir, eu precisava descansar um pouco. Depois de rolar muito na cama, consegui dormir, e tive um pesadelo terrível. O quarto do meu filho pegava fogo, enquanto ele gritava por socorro todo ensangüentado, e um vulto preto que o cobria, como se fosse um “cobertor”, mas o cobertor o protegia do fogo, tentava o salvar. Acordei com o toque do telefone, era o médico plantonista que tratava de Zac durante a madrugada, ele dizia que ele estava com muita febre e se debatia na cama e disse-me que precisava ir para o hospital nesse exato momento. Desligo o telefone e começo a chorar. –Matt, o que eu vou fazer? Nosso filho está a beira da morte, precisamos ir para o hospital agora. –Acalme-se, tudo irá acabar bem, ele voltará a ser nosso. –Eu o amo tanto. –Eu sei querida, eu também o amo. Corremos até o hospital que ficava a 10 minutos de casa. Quando chegamos lá, o médico nos disse que ele estava “bem”, mas não resistiria a mais uma crise dessa e ele faleceria em pouco tempo. Eu não pude me conter, eu não conseguiria viver sem o meu filho, sem o meu bebê, sem a minha razão de viver e amar. Matt me abraçou enquanto eu chorava enlouquecidamente. Pedi ao médico que me desse um tempo sozinha com ele, assim o fez. Sentei ao lado de Zac, peguei em sua mão fria e comecei a chorar, e falei que eu nunca o abandonaria, e que sempre ele seria o meu filho perfeito, de repente, sinto algo no quarto, e uma tristeza e agonia profunda me perturba no mesmo instante, o quarto começa a pegar fogo, logo eu me via atrás de meu filho o acobertando, tentando salva-lo daquele fogo, ele ficava quente da mesma forma, como se estivesse com febre, ele começou a se debater, mas naquele momento eu já não conseguia me mexer, ele pedia por socorro, só que ninguém o escutava, eu estava tentando salvar meu filho o matando do fogo, nesse momento me lembrei do meu sonho, e percebi que o vulto era eu, eu havia morri carbonizada e por todo esse tempo, tentei proteger meu filho de tudo que fosse ruim, e acabava sufocando ele, eu matei o que eu mais amava em toda a minha vida, meu filho, meu amor, meu objetivo de vida.

Um amor por acidente

Era um dia incomum. Um dia em que até eu não podia imaginar que existisse. Um dia em que a morte pede para ser morta. Um dia em que os mortos dominam com o caos.


Sei que não estou sendo muito clara, mas até pode ser, realmente você não quer terminar esta história.

Em um dia de inverno, um dia muito frio eu estava me aquecendo perto da lareira quando ouço um barulho vindo do lado de fora, um barulho do tipo, vidros de estilhaçando e uma pancada, talvez até um barulho de freio, não sei ao certo, o susto me dominou, quando voltei ao normal, resolvi atender. Estava sozinha em casa, esperando meus pais chegarem da missa de domingo. Achei meio estranho, certamente eles voltariam meia-noite, como de costume.

Com um certo receio abri a porta apenas para enxergar por um fresta. Ao ver que se tratava de uma pequena senhora, velha e enrugada, quase roxa de frio e tremendo muito, digo logo para ela entrar, desobedecendo às ordens de meus pais. Passo um café para a velha e sento com ela na mesa.

- O que aconteceu com a senhora? Por que estava naquele frio sozinha?

- Eu estava a procura de meu filho jovem dama. Um rapaz que lhe agradaria muito. Oh sim! Muito... - disse a velha, tossindo a cada duas palavras e devagando no espaço ao terminar a frase.

- Por que acha que eu gostaria de seu filho? Como pode saber se nem me conhece?

- Ora filha! Todos gostam... - e novamente ficou pensando em algo que eu não sei explicar - Gostam sim. Pelo menos você gostaria se eu soubesse onde ele estaria. Coitado.

- O que aconteceu com ele? - perguntei, realmente muito inclinada a conhecer a vida pessoal desse garoto.

- A alguns dias sofremos um acidente de carro e eu fui parar em um hospital. Disseram-me que meu filho estava passando bem e que em cerca de 5 dias já estaria de volta para mim. Depois de 5 dias fui procurá-lo e nada. Seis dias, nada. Uma semana, nada novamente. Chequei na lista de pacientes e seu laudo estava dado como desaparecido. E até hoje eu o procuro em cada esquina, em cada lugar que eu passo.

Sem dizer mais nada ela se levanta e sai com um pedaço de pão na mão e mais algum alimento em uma cesta que eu havia lhe dado.

--

- Marcy, você não acha essa história esquisita demais?

- Não, por que eu acharia? - eu disse.

- Não sei - a Anna estava meio pensativa e confusa esses dias, por isso não liguei muito.

Ao entrar na sala de aula percebo um garoto, maravilhoso, lindo e desconhecido. Nunca havia visto ele. Pela conversa agitada na sala de aula e em volta dele, devia ser aluno novo. Para minha surpresa ele era meu par nessa e em mais duas aulas. Não creio... Só pode ser o destino.

Durante dias ficamos amigos, saímos juntos, e depois, começamos a namorar. Em questão de dois meses. Isso nunca havia ocorrido na faculdade.

Domingo de novo, ele estava lá em casa. Escuto o mesmo barulho que escutei aquela noite em que aquela senhora apareceu em casa. Abro a porta e não vejo ninguém. Sinto um golpe muito forte em minhas costas, perdi o ar e virei para trás.

Lá estava ele e a velha, não entendi bem. Mas conforme tudo foi se esclarecendo com o enrolar da conversa me lembro de tudo.

- Surpresa não? - disse Kevin, com seu sorriso maroto e que me dava conforto, mas agora, me dava um arrepio na espinha.

- O que está acontecendo aqui? - falei finalmente depois de conseguir respirar algumas vezes.

- Ela é minha mãe. Eu sou o garoto do acidente, e você a menininha que não me ajudou lembra? Você realmente era uma garota tão mimada.

Aos poucos a imagem, eu tinha apenas quatro anos, estava andando na rua da casa de minha avó sozinha, aquela rua não era perigosa, mas de vez em quando apareciam alguns cervos. Apenas deu tempo de ver um clarão e ouvir um estrondo muito grande. Ao ver uma senhora no carro desmaiada me apavorei, mas meu lado sombrio apareceu quando eu olhei para um rapaz, sangrando estirado no chão, implorando por misericórdia.

Deixei ele morrer e sofrer, deixei ele sangrar até a morte e fiquei observando, eu não sabia por quê.

Desmaio e sonho, uma coisa muito estranha de se dizer. Sonhei que eu estava em um carro, andando a 100k/h com uma velha ao meu lado. Eu estava dirigindo quando vi um cervo e desviei, batendo em uma parede, capotando e depois caindo em arame farpado, eu me contorcia de dor, a dor era tão forte que pensei que era de verdade, vejo o Kevin, rindo da minha cara. Acordei daquele pesadelo, mas eu não estava em meu quarto, estava em uma sala de hospital com meus pais segurando minhas mãos. Foi de verdade, então significa que...

- Ele me salvou...

Psicose

Será que é ele? Meus olhos não mentem , mas ainda estou em dúvida, pergunto a Mace, minha amiga se é ele, e ela responde que se sente em dúvida também.Com uma nevasca castigando Bariloche enquanto eu estava em férias, um envelope entra pela porta de minha suíte e quando abro havia uma foto de um homem bem apessoado com alguns grisalhos e um bilhete que dizia “Me encontre no Café do hotel ás 19 horas. Não se atrase”. Fiquei surpresa, nunca houvera recebi algo parecido antes, não sabia o que ele queria e me sentia aflita com essa situação. Perto do horário tomei uma ducha e me preparei para esse encontro misterioso. -Sany, fale com ele, só assim vai saber de suas intenções. -Mas, e se ele for algum maluco? -Sany, porque aconteceria isso? Isso é coisa de filme. Mace sempre foi muito corajosa, desde que éramos pequenas ela que sempre me ajudou com decisões como essa e sempre tudo acabou bem. -Ok, eu vou lá falar com ele, me deseje sorte amiga. Quando me levantei do banco o bar e fui em direção a mesa onde estava o tal homem, ele me encarou profundamente, eu estava nervosa com o que ele queria comigo. -Por favor, por acaso você mandou algum bilhete para o quarto 324? O homem me encarou por um longo momento e pediu para eu me sentar, assenti mas o fiz . -Sabe, quando vejo uma mulher, sinto nos olhos dela que ela está a procura de alguém, e você estava a minha procura. Olhava fixamente com desconfiança para ele. -Vamos lá não se acanhe, diga-me seu nome. -Sany, e o seu seria? -Renan, sou CEO de uma multinacional. Ele era tão perfeito, tinha um bom emprego, estávamos no mesmo ramo, era solteiro e nós tínhamos o mesmo gosto, ele era tão simpático que a conversa havia se prolongado tanto que a garçonete nos disse que iriam fechar e nós precisávamos ir, nos despedimos e marcamos de esquiar no dia seguinte e depois almoçar num ótimo restaurante que ele conhecia. Fui para meu quarto radiante, logo Mace queria saber todos os detalhes sobre ele, ela ficou encantada, conversamos um pouco e logo fomos dormir, porque eu teria um dia cheio no dia seguinte. Pela manhã acordei e fui para alugar roupa e equipamento de esqui. O vi perto da estação de teleférico e ele me saudou, educadamente o saudei também. Quando chego até lá, ele me cumprimenta com um abraço. Disse-lhe que não sabia esquiar e ele me ensinou, foi extremamente divertido e doloroso pelos inúmero tombos que tomei. -E então, gostou? -Sim, é muito excitante esquiar. -Bom, está com fome? -Sim, estou faminta. Gastei todas as minhas energias esquiando. -Vamos almoçar então. Descemos de teleférico, devolvemos as roupas alugadas e seguimos de taxi até o restaurante. “Notre Mer” era o nome do restaurante francês de frutos do mar. Entramos e Renan começa a falar com o Maître em francês, que pelo que entendi era sobre reserva de mesas e vinho. Seguimos até a mesa escolhida, num local estratégico do restaurante, era maravilhoso, um restaurante com moveis coloniais com decoração de navios antigos com uma banda tocando música clássica, pedimos lagosta e o Maître trouxe um vinho francês delicioso, estávamos conversando até que eu começo a passar mal. Renan, me acompanha até o banheiro e diz que iria me esperar do lado de fora, e disse pra mim chama-lo, caso passasse mal. Entrei no banheiro me sentindo péssima, minha vista estava ofuscada e eu sentida uma vontade muito grande vomitar, minhas pernas estava amortecidas, até que senti uma dor nas costelas que me fez gritar, e cai no chão com a vista escurecendo, e vi Renan entrando com um sorriso no rosto, e apaguei. Acordei amarrada em uma cama, numa casa de madeira que cheirava como se tivesse algo apodrecendo ali, tentei gritar mas estava amordaçada. Vi algumas reportagens na parede sobre um psicopata chamado Art Venegan que matava mulheres de viagem em Bariloche, e me desesperei. De repente, entra um homem com uma roupa cheia de sangue no quarto e vi que o homem era Renan, ele mentiu para mim, mentiu sobre tudo. -Olá, bela surpresa não? Espero que esteja com fome, fiz uma comida pra você. Ele colocou um prato com um pedaço de carne, que cheirava muito mal. Ele saiu do quarto, comecei a tentar soltar a fita que me amordaçava esfregando o rosto na cama, sem sucesso e exausta, dormi. Quando acordei com um barulho, vi o canalha afiando uma faca em uma máquina no quarto, ele me fitou e saiu do quarto. Pensei, é agora ou nunca. Percebi um ferro perto da cama e tentei esfregar a fita nele para soltar, me arranhei com o ferro mas consegui soltar a fita. Comecei a olhar em volta e percebi que a comida ainda estava lá, e peguei o garfo com a boca que estava no parto junto com o pedaço de carne, com ele comecei a perfurar o tecido que prendia minha mão, como estava desesperada rapidamente eu o fiz. Com ajuda do garfo e de minha mão comecei a desamarrar os nós, até que ouço resmungos de raiva e a TV que dizia em espanhol “Directora de empresa desaparece en miércoles, la única información que tenemos, es que ella estaba con un hombre en un restaurante y luego desapareció. Se Sospecha de Art Venegan”. Estava muito feliz, alguem iria me achar. Logo me soltei e peguei a faca que ele acabara de amolar e fiquei ao lado da porta, esperando que ele entrasse, porque não havia outra saída. Esperei um longo tempo. Quando escutei ele chamando pelo meu nome. Quando ele entra e não me ve na cama, ele vai até lá, e olha em baixo na cama. Com calma, eu chego por trás dele, e quando ele se levanta, dou-lhe uma facada no pescoço, começo a chorar de desespero e ele cai no chão morto. Senti um imenso prazer ao fazer aquilo, mesmo estando desesperada. Fiquei ali, parada olhando o corpo morto do homem, quando ouço um carro parar e a maçaneta começa a girar, me escondo atras da porta novamente, quando um homem entra no quarto e eu o golpeio com a faca novamente, a sensação era maravilhosa, como se eu estivesse em uma montanha russa. O que aconteceu comigo foi horrivel, mas o fato de matar, me dava tanto prazer, eu havia despertado uma garota psicopata dentro de mim, já havia assasinado muitas pessoas antes, para conseguir o que eu queria, como minha mãe, meu irmão e outras pessoas. Agora estou aqui redigindo o por quê de estar aqui, e como despertei esse espírito psicótico dentro de mim.