

Confesso que não som bom com fotos. Posto outro conto amanhã, espero que gostem (:


Como? Como tanta perfeição? Era o que eu pensava todas as vezes que via sua foto, quando pensava em seu rosto, e como se toda a perfeição do estivesse em uma pessoa so. Na escola nem dava nem nunca deu bola para mim, como se eu fosse ninguem. Meu nome e June e estava no ultimo ano do colegio, e eu gostava de Emile, o cara mais gato de toda a escola, e todas as meninas babavam por ele. Certo dia quase que por milagre ele começou a fazer fisica comigo e o professor nos colocou juntos, nessa hora eu pensei que so teria essa chance de falar com ele sem parecer uma tola. Timidamente eu o cumprimentei, sem olhar para mim ele fez o mesmo. Como ele pode ser tao seco e nos moramos no mesmo predio, eu tenho varias fotos dele que obviamente eu tirei escondida. Depois da aula seguindo para o almoço eu trombei com ele no corredor. -Voce esta bem? -Acho que sim, obrigada. –June, não é? Sei que e meio estranho, mas, voce poderia ir la em casa qualquer dia desses para me ajudar com biologia?. Não acreditava no que eu acabara de ouvir, eu estava totalmente radiante, e aceitei na mesma hora e lhe disse que eu estava livre e que poderia ir hoje, ele topou. Estava tão feliz, eu não podia acreditar que eu iria a casa do meu príncipe encantado, aquilo não era real, ele era perfeito e lindo demais. Mais tarde, na hora marcada eu estava indo para a casa dele com meu material de biologia. Ele morava apenas com a mãe, o pai havia ido embora com uma mulher que mal conhecia, e a mãe havia entrado em depressão após isso. Bati duas vezes na porta, mas ela estava aberta, então eu entrei. Assim que chego à sala da casa, vejo a mãe dele, no sofá dormindo completamente bêbada, o que me pareceu, pelas inúmeras garrafas que havia lá, a casa estava um lixo. Chamo por Emile, mas ele não responde. Penso se ele realmente está em casa, vou até o quarto dele e sinto um cheiro forte de alguma coisa, que até me deixou tonta, e avistei-o sentado no canto do quarto, eu fiquei horrorizada com aquela cena, o meu menino perfeito naquela situação revoltante e triste, eu não conseguia acreditar. –Emile, o que está acontecendo com você? –June? Não queria que você visse... Desse jeito... Por favor, vá. –Não, eu não vou a lugar algum, você está péssimo, você precisa de um médico. –Estou bem, eu só estou um pouco drogado. –Drogado? Você usa drogas? –Sim, desde que meu pai foi embora. Senti uma tristeza muito grande me apertando no peito, não queria ver a pessoas que mais amava naquelas condições, eu o queria bem, e livre de drogas, enquanto pensava por um momento percebi que ele havia dormido, e decidi ajudá-lo de alguma forma, começando por aquela casa que estava realmente pavorosa. Comecei a fazer uma bela faxina naquela casa, me livrando tudo que era droga que encontrava e garrafas de bebida, varri e tirei pó até a casa ficar apresentável, a cozinha foi a parte mais difícil de limpar, tinha coisas lá que deviam estar lá há meses. Depois, arrumei os armários, gavetas e outras coisas. Quando ele acordou, eu estava sentada na cama dele, olhando para ele. –Mas, o que você fez aqui? –Eu só dei uma arrumada, e limpei um pouco. –June, isso é incrível. Você é incrível. O que eu poderia fazer para recompensá-la. Olhei timidamente para ele e lhe disse que o amava demais, o amava desde que havia o conhecido no primeiro ano do colégio. –Bom, acho que você vai gostar disso então. Ele se levantou e me beijou, o beijo mais maravilhoso de toda a minha vida, um beijo que nunca iria esquecer um beijo que não poderia esquecer. Depois de nos beijarmos sentei em sua cama e comecei a chorar. –Porque você está chorando June? Eu beijo tão mal assim? –Não, eu estou emocionada, eu sempre sonhe com isso. –Olha June, se isso a deixa tão feliz... Quer namorar comigo? –Como? –Namorar. Eu. Você. Meus olhos se encheram de lágrimas novamente e eu soltei um sonoro aceito. –Emile, eu prometo de irei fazer da sua vida e de sua mãe a melhor, vocês não precisam do canalha do seu pai para ser felizes, só precisam de afeto, e estou aqui para isso. –June, ninguém nunca me deu tanto apoio assim, estou começando a amar você como nunca amei antes. –Fico feliz por isso. Ficamos um tempo juntos conversando, até que minha mãe me liga e pede para que eu volte, já estava quase na hora do jantar. Despedi-me e fui embora, mais tarde recebo uma ligação de Emile, ele disse que sua mãe precisava ir ao hospital, porque ela não achava sua bebida e estava enlouquecendo, falei que estava a caminho. No caminho até o apartamento dele, liguei para a emergência. Quando cheguei lá, a mãe dele estava com uma faca na mão e disse que iria se matar, ela precisava da bebida dela. –Mãe, por favor, não faça isso por mim. Eu só tenho você. Ela começa a chorar desesperada mente enquanto leva a faca até o pescoço. –Mas sem a bebida eu não sou nada, sem o seu pai eu não sou nada. –Senhora Flores, escute não faça isso, você tem a vida toda pela frente, você pode ser feliz junto com seu filho. –Eu não agüento mais isso. Emile avançou contra ela para tirar a faca dela. –Não Emile, não faça isso. Mas já era tarde demais, ela já tinha se matado, e caíra no chão, provavelmente morta. –Viu, é tudo culpa sua você tirou a bebida dela, você matou minha mãe, eu te odeio. –Emile, eu só queria o bem de vocês. –June, vá embora, me deixe sozinho. Comecei a chorar e fui embora, havia começado a chover e eu vi a ambulância chegando, mas não parei e fui para meu apartamento. Cheguei me tranquei no quarto e chorei, e acabei dormindo. No dia seguinte eu fui para a escola e ele não estava lá, eu precisava falar com ele, durante uma semana ele não apareceu, não ligou e também não estava em seu apartamento. No meio da noite depois de oito dias do ocorrido, ele me mandou uma mensagem, e disse para que eu fosse ao apartamento dele, ele estaria lá e que precisava falar comigo. Troquei-me com a primeira roupa que encontrei e sai devagar do quarto. Quando saí, corri para o elevador para chegar ao bloco dele. Quando cheguei lá, ele estava diferente, senti que ele estava com uma feição triste, mas pensativa. –June, eu sinto muito de ter falado essas coisas horríveis para você, você não teve culpa eu estava em choque no momento, e você só queria ajudar-nos, você não queria que isso tudo acontecesse, eu sempre vou te amar. –Oh Emile, tudo bem, eu te entendo, nós nunca, nunca vamos nos separar. Eu era tão obcecada por uma pessoa que amava, que tudo acabou dando certo, e estou até hoje com o meu Emile, meu amor eterno.
Bom, esse é o conto que eu disse que postaria, ela me pediu que eu não colocasse o nome dela, então o fiz. Espero que gostem, ela tem talento (:
PS: O conto não é meu nem da Isa, é dessa minha amiga.
Já preparada pra dormir, Katie pega seu livro de suspense (seu tema favorito), senta-se em sua cama e começa a ler o desfecho da história. Como teve um dia muito agitado, acaba adormecendo sem acabar de ler o epilogo. As duas da madrugada ela é acordada ao som de um relógio de pêndulo. O mais estranho é que em sua casa não havia nenhum relógio assim. Katie levanta e percebe que sua casa esta muito estranha, ou melhor, que ela não esta na sua casa, pois a porta do seu quarto dava direta a um corredor longo e escuro. Mesmo com medo e lembrando-se das coisas horríveis que aconteciam com as personagens de seu livro ela decidiu sair do quarto. O carpete de madeira fazia rangidos tenebrosos, calafrios subiam pela sua nuca, e a sensação de ouvir passos atrás dos seus e uma respiração lenta a fez congelar. A dúvida era grande: olhar para trás ou continuar andando? Ela decidiu continuar e abrir a porta que estava do seu lado direito. Ao pegar na maçaneta e empurrar um pouco, algo a puxou, impedindo- a de faze aquilo. Rapidamente ela se vira e vê somente a sombra de um homem que a faz gritar e sair correndo. Mais ela cai numa escada que para ela havia aparecido do nada. Depois da queda ela percebe que foi parar em outro cômodo da estranha casa, o qual lembrava muito a sala de jantar do seu livro de suspense. Escuridão quase que geral, a não ser pela pouca luz que entrava pelas frestas das velhas janelas. Móveis antigos e com o som de algo roendo dava para perceber que havia ratos no lugar. Um quadro era iluminado pela luz que saia da janela, e ao vê–lo Katie se assusta mais ainda com a figura de uma mulher com cabelos negros, roupas pretas, unhas compridas e pele muito branca, que era idêntica a personagem principal de seu livro. Atrás da mulher havia a sombra de um homem, igual ao que Katie havia visto no corredor. Então ela sente algo arranhar seu rosto, era como se fosse unhas grandes e afiadas. Ela se vira e vê a mulher do quadro em sua frente com a feição mais horrorosa do mundo, e então de uma só vez a tal mulher tenta asfixiá-la, que cai no chão. Ao abrir os olhos Katie vê uma forte luz branca, e seu irmão mais velho a perguntando se estava tudo bem. Ela sente um alivio em ver que esta com ele, e pergunta meio confusa.
- O que? Onde eu estou? Nossa tive um terrível pesadelo de estar sendo asfixiada por uma mulher que era igual à personagem do meu livro...
Então seu irmão pega sua mão e responde:
- Katie, não foi um sonho, você realmente foi asfixiada por uma mulher.
Ela arregala os olhos de pavor ou ouvir isso.
-Você foi vitima de um seqüestro, e foi parar naquele lugar horroroso, e asfixiada por uma moça que fazia parte do seqüestro. Nesse instante a policia chegou e te trouxeram para cá. Depois da explicação ela sente um grande alivio mais ainda sim se sente perturbada com o jeito da seqüestradora se parecer tanto com a mulher do quadro e de seu livro.
Não é possível, como isso por estar acontecendo? Isso é perturbador demais para qualquer pessoa. Isso é negligência, como os médicos não sabem o que ele tem? Eu não consigo parar de me fazer essa pergunta, isso é um absurdo, já pagamos todos os exames e só dizem que ele parece estar com gripe, desde quando gripe uma pessoa vomitar sangue puro e não consegue nem se mover nem falar, como se fosse um estado de coma só que uma pouco diferente, ele só vomitava, era um horror. Meu nome é Leid e vou contar o que ocorreu com meu eterno filho Zac. Ele sempre fora um menino muito inteligente, atencioso, carinhoso, um filho perfeito para uma família perfeita, éramos totalmente felizes, não havia do que reclamar de nossa vida de classe média, sempre saíamos todos os finais de semana para um passeio em família, num desses passeios fomos acampar e como era feriado ficamos quatro dias acampando numa mata perto de nossa cidade, muitas pessoas iam lá para passar o feriado. Alguns dias antes eu já comecei a preparar as mochilas e a nossa “farmácia de passeio”, nunca saio sem ela. Meu marido começou a preparar as barracas, sacos de dormir para prender no carro. Saímos de manhã cedo para aproveitar o dia com as inúmeras atividades que poderíamos fazer. Enquanto arrumávamos as coisas quando chegamos lá, Zac pediu-me para que fosse dar uma volta na mata, “explorar o território” como ele mesmo disse, nunca o tinha visto tão feliz e empolgado antes. Quando terminei de arrumar todas as coisas, percebi que já havia passado algumas horas e Zac ainda não voltara, instinto de mãe não mente e logo pensei que teria ocorrido alguma coisa, avisei ao meu marido e saí a procura do meu filho perfeito, angelical e doce. Comecei pela trilha que ele tinha apontado que iria caminhar, eu o chamava só que não havia nem sinal dele, comecei a ficar desesperada, e comecei a adentrar na mata e gritar pelo nome dele, eu estava maluca, aquilo não poderia ser acontecendo, aquilo não era real, eu gritava por seu nome, como nunca. De repente eu ouvi um som parecido com uma respiração, fraca, mas sonora. Comecei a seguir aquele som, quando vejo meu filho escondido embaixo de uma pedra, como se fosse uma caverna, que só lhe cabia. Corri até ele e o vi totalmente pálido e com profundas olheiras e olhando pro nada. Eu falava com ele, desesperada para saber o que estava acontecendo, só que ele nada dizia, não se movia. Peguei-o no colo e corri até o acampamento, só conseguia gritar por socorro, algo me dizia que aquilo não era bom, meu filho estava como um zumbi. Quando cheguei ao acampamento gritando por socorro, meu marido logo apareceu e tentou falar com ele, perguntando o que havia acontecido, eu lhe disse que teríamos que correr para o hospital mais próximo. Nós deixamos nossas coisas lá, apenas passei em casa para pegar meus documentos que havia deixado em casa para poder seguir para o hospital. Quando chegamos lá, os médicos o encaminharam para a emergência, porque pelo estado dele ele precisava fazer vários exames, para identificar com o que ele estava aparentemente era hipotermia, porque ele estava gelado, eu não havia percebido isso no desespero de encontrá-lo daquele jeito. Depois de vários exames, que não acusaram nada, decidiram enterná-lo, até uma decisão, mas concreta do caso dele. Ficamos vários cinco dias esperando por respostas, até que veio a notícia de que ele estava em coma, e mesmo em coma vomitava sangue. Eu fiquei totalmente chocada e comecei a chorar e a implorar para que os médicos salvassem meu filho de alguma forma, que fizessem o que pudessem, nem que fosse preciso eu gastar todo o meu dinheiro, até a última gota, nem que fosse preciso eu morrer para poder salvar o meu filho de seja lá o que fosse. O médico disse que provavelmente ele não resistiria, porque nunca houvera um caso assim na medicina, uma pessoa em coma que volta por alguns segundo vomitando sangue e depois entra em coma de novo, isso não existe, isso é coisa de conto de fadas. Meu marido disse que seria melhor irmos para casa, eu precisava dormir, eu precisava descansar um pouco. Depois de rolar muito na cama, consegui dormir, e tive um pesadelo terrível. O quarto do meu filho pegava fogo, enquanto ele gritava por socorro todo ensangüentado, e um vulto preto que o cobria, como se fosse um “cobertor”, mas o cobertor o protegia do fogo, tentava o salvar. Acordei com o toque do telefone, era o médico plantonista que tratava de Zac durante a madrugada, ele dizia que ele estava com muita febre e se debatia na cama e disse-me que precisava ir para o hospital nesse exato momento. Desligo o telefone e começo a chorar. –Matt, o que eu vou fazer? Nosso filho está a beira da morte, precisamos ir para o hospital agora. –Acalme-se, tudo irá acabar bem, ele voltará a ser nosso. –Eu o amo tanto. –Eu sei querida, eu também o amo. Corremos até o hospital que ficava a 10 minutos de casa. Quando chegamos lá, o médico nos disse que ele estava “bem”, mas não resistiria a mais uma crise dessa e ele faleceria em pouco tempo. Eu não pude me conter, eu não conseguiria viver sem o meu filho, sem o meu bebê, sem a minha razão de viver e amar. Matt me abraçou enquanto eu chorava enlouquecidamente. Pedi ao médico que me desse um tempo sozinha com ele, assim o fez. Sentei ao lado de Zac, peguei em sua mão fria e comecei a chorar, e falei que eu nunca o abandonaria, e que sempre ele seria o meu filho perfeito, de repente, sinto algo no quarto, e uma tristeza e agonia profunda me perturba no mesmo instante, o quarto começa a pegar fogo, logo eu me via atrás de meu filho o acobertando, tentando salva-lo daquele fogo, ele ficava quente da mesma forma, como se estivesse com febre, ele começou a se debater, mas naquele momento eu já não conseguia me mexer, ele pedia por socorro, só que ninguém o escutava, eu estava tentando salvar meu filho o matando do fogo, nesse momento me lembrei do meu sonho, e percebi que o vulto era eu, eu havia morri carbonizada e por todo esse tempo, tentei proteger meu filho de tudo que fosse ruim, e acabava sufocando ele, eu matei o que eu mais amava em toda a minha vida, meu filho, meu amor, meu objetivo de vida.