Não é possível, como isso por estar acontecendo? Isso é perturbador demais para qualquer pessoa. Isso é negligência, como os médicos não sabem o que ele tem? Eu não consigo parar de me fazer essa pergunta, isso é um absurdo, já pagamos todos os exames e só dizem que ele parece estar com gripe, desde quando gripe uma pessoa vomitar sangue puro e não consegue nem se mover nem falar, como se fosse um estado de coma só que uma pouco diferente, ele só vomitava, era um horror. Meu nome é Leid e vou contar o que ocorreu com meu eterno filho Zac. Ele sempre fora um menino muito inteligente, atencioso, carinhoso, um filho perfeito para uma família perfeita, éramos totalmente felizes, não havia do que reclamar de nossa vida de classe média, sempre saíamos todos os finais de semana para um passeio em família, num desses passeios fomos acampar e como era feriado ficamos quatro dias acampando numa mata perto de nossa cidade, muitas pessoas iam lá para passar o feriado. Alguns dias antes eu já comecei a preparar as mochilas e a nossa “farmácia de passeio”, nunca saio sem ela. Meu marido começou a preparar as barracas, sacos de dormir para prender no carro. Saímos de manhã cedo para aproveitar o dia com as inúmeras atividades que poderíamos fazer. Enquanto arrumávamos as coisas quando chegamos lá, Zac pediu-me para que fosse dar uma volta na mata, “explorar o território” como ele mesmo disse, nunca o tinha visto tão feliz e empolgado antes. Quando terminei de arrumar todas as coisas, percebi que já havia passado algumas horas e Zac ainda não voltara, instinto de mãe não mente e logo pensei que teria ocorrido alguma coisa, avisei ao meu marido e saí a procura do meu filho perfeito, angelical e doce. Comecei pela trilha que ele tinha apontado que iria caminhar, eu o chamava só que não havia nem sinal dele, comecei a ficar desesperada, e comecei a adentrar na mata e gritar pelo nome dele, eu estava maluca, aquilo não poderia ser acontecendo, aquilo não era real, eu gritava por seu nome, como nunca. De repente eu ouvi um som parecido com uma respiração, fraca, mas sonora. Comecei a seguir aquele som, quando vejo meu filho escondido embaixo de uma pedra, como se fosse uma caverna, que só lhe cabia. Corri até ele e o vi totalmente pálido e com profundas olheiras e olhando pro nada. Eu falava com ele, desesperada para saber o que estava acontecendo, só que ele nada dizia, não se movia. Peguei-o no colo e corri até o acampamento, só conseguia gritar por socorro, algo me dizia que aquilo não era bom, meu filho estava como um zumbi. Quando cheguei ao acampamento gritando por socorro, meu marido logo apareceu e tentou falar com ele, perguntando o que havia acontecido, eu lhe disse que teríamos que correr para o hospital mais próximo. Nós deixamos nossas coisas lá, apenas passei em casa para pegar meus documentos que havia deixado em casa para poder seguir para o hospital. Quando chegamos lá, os médicos o encaminharam para a emergência, porque pelo estado dele ele precisava fazer vários exames, para identificar com o que ele estava aparentemente era hipotermia, porque ele estava gelado, eu não havia percebido isso no desespero de encontrá-lo daquele jeito. Depois de vários exames, que não acusaram nada, decidiram enterná-lo, até uma decisão, mas concreta do caso dele. Ficamos vários cinco dias esperando por respostas, até que veio a notícia de que ele estava em coma, e mesmo em coma vomitava sangue. Eu fiquei totalmente chocada e comecei a chorar e a implorar para que os médicos salvassem meu filho de alguma forma, que fizessem o que pudessem, nem que fosse preciso eu gastar todo o meu dinheiro, até a última gota, nem que fosse preciso eu morrer para poder salvar o meu filho de seja lá o que fosse. O médico disse que provavelmente ele não resistiria, porque nunca houvera um caso assim na medicina, uma pessoa em coma que volta por alguns segundo vomitando sangue e depois entra em coma de novo, isso não existe, isso é um pesadelo. Meu marido disse que seria melhor irmos para casa, eu precisava dormir, eu precisava descansar um pouco. Depois de rolar muito na cama, consegui dormir, e tive um pesadelo terrível. O quarto do meu filho pegava fogo, enquanto ele gritava por socorro todo ensangüentado, e um vulto preto que o cobria, como se fosse um “cobertor”, mas o cobertor o protegia do fogo, tentava o salvar. Acordei com o toque do telefone, era o médico plantonista que tratava de Zac durante a madrugada, ele dizia que ele estava com muita febre e se debatia na cama e disse-me que precisava ir para o hospital nesse exato momento. Desligo o telefone e começo a chorar. –Matt, o que eu vou fazer? Nosso filho está a beira da morte, precisamos ir para o hospital agora. –Acalme-se, tudo irá acabar bem, ele voltará a ser nosso. –Eu o amo tanto. –Eu sei querida, eu também o amo. Corremos até o hospital que ficava a 10 minutos de casa. Quando chegamos lá, o médico nos disse que ele estava “bem”, mas não resistiria a mais uma crise dessa e ele faleceria em pouco tempo. Eu não pude me conter, eu não conseguiria viver sem o meu filho, sem o meu bebê, sem a minha razão de viver e amar. Matt me abraçou enquanto eu chorava enlouquecidamente. Pedi ao médico que me desse um tempo sozinha com ele, assim o fez. Sentei ao lado de Zac, peguei em sua mão fria e comecei a chorar, e falei que eu nunca o abandonaria, e que sempre ele seria o meu filho perfeito, de repente, sinto algo no quarto, e uma tristeza e agonia profunda me perturba no mesmo instante, o quarto começa a pegar fogo, logo eu me via atrás de meu filho o acobertando, tentando salva-lo daquele fogo, ele ficava quente da mesma forma, como se estivesse com febre, ele começou a se debater, mas naquele momento eu já não conseguia me mexer, ele pedia por socorro, só que ninguém o escutava, eu estava tentando salvar meu filho o matando do fogo, nesse momento me lembrei do meu sonho, e percebi que o vulto era eu, eu havia morri carbonizada e por todo esse tempo, tentei proteger meu filho de tudo que fosse ruim, e acabava sufocando ele, eu matei o que eu mais amava em toda a minha vida, meu filho, meu amor, minha razão de viver.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
PROBLEMINHA
Pessoal, eu estava revisando o BLOG hoje, e percebi que alguns contos estão faltando. Estarei revendo mais para ver se há mais algum faltando. Irei postar dois contos que estão faltando. Eles são:
- Psicose
- Razão de Viver
Infelizmente com a mudança de template feita pela Isa, deve ter sido a causa desse infeliz problema.
PS: estou na aula, fazendo um plantãozinho para vocês enquanto o professor está fora da sala D:
Ca Menzoni
domingo, 18 de abril de 2010
Fim de semana , depois de muito tempo, matando a saudade!
Nesse fim de semana resolvemos dar um passeio a moda antiga. Quando éramos pequenos (ou talvez menores), gostávamos de passear de bicicleta ou de patins pelas ruas do bairro. E ontem, sábado, andamos pelo bairro novamente, porém a pé. Confiram as fotos:
-Na rua da casa do Ca um carro pegou fogo e a gente parou pra ver. Rolou até corpo de bombeiro, mas quando ele chegou o fogo já tinha sido apagado por moradores (¬¬, não vo nem comentar, minha boca é um túmulo).-Depois nós fomos até a ultima rua que é uma rua sem saída. O Ca ficou com medo de um maloqueiro pular do mato e catar a gente (nada contra os maloqueiros), aí a gente foi embora. Sério, tava um cheiro de minhoca com CC vencido.

-Aqui é a vista de um matagal e uns prédios onde mora um monte de gente doida e legal. :X
Sério. saposkapsoaksaopk' Não me responsabilizo.
-Aqui é a vista de um matagal e uns prédios onde mora um monte de gente doida e legal. :X
Sério. saposkapsoaksaopk' Não me responsabilizo.
sábado, 17 de abril de 2010
Quem é vivo sempre aparece!!!
Pois é gente, isso é mesmo verdade
EUU VOLTEEEEEEEEEEEEEEI
Andei passando por alguns momentos meio tensos na escola, mas agora eu estou de volta a vida (por enquanto), então eu e a Isa estamos na casa dela bolando alguma coisa para postar no BLOG, porque digamos.... estamos quase que meio TOTALMENTE parados.
Ainda hoje, postaremos algo que tenha algum conteúdo (:
Ca Menzoni (e Is só olhando)
terça-feira, 6 de abril de 2010
Reforma no site
Para melhor conforto de nossos leitores estamos passando por algumas reformas. Desculpem o transtorno, porém, o site terá mais recursos e damos a garantia de que ficará bem melhor.
Obrigada pela compreensão, qualquer dúvida ou sugestão comente ou envie um e-mail para isaangelotti@yahoo.com.br
Beijos
Is Angelotti
Obrigada pela compreensão, qualquer dúvida ou sugestão comente ou envie um e-mail para isaangelotti@yahoo.com.br
Beijos
Is Angelotti
sexta-feira, 5 de março de 2010
Razão de viver?
Podemos pensar que está tudo bem quando não está. Podemos nos iludir com as pessoas erradas, e nos arrependermos. E eu tenho certeza que eu fiz a coisa errada, mas a minha vontade de concertar meu erro é mínima.
A vontade que eu tenho é apodrecer em um canto vazio, numa sala escura.
Sempre fui uma garota mimada, que não tinha limites nem razões para viver. Eu vivia simplesmente para mim, satisfazendo apenas minhas necessidades e sonhando com coisas impossíveis e irreais.
Foi desse modo que a minha realidade mudou. Eu perdi tudo... eu perdi a vontade de viver.
Em um dia normal eu o vi. Na verdade, eu e minhas amigas estavamos fazendo uma comparação com o tal garoto e um artista famoso de Tv.
Alguns dias se passaram e em uma sexta-feira fizemos educação física juntos. Realmente ele jogava muito bem. Mais ou menos duas semanas se passaram e fomos ficando amigos.
Entre conversas e risadas aquilo foi se aprofundando e me arrastando para o fundo do poço sem me dar conta da gravidade da situação. Quando vi eu havia brigado com minha amiga. A melhor de toda a minha vida, e havia me metido numa grande confusão.
O garoto que eu gostava era - desculpem-me a expressão - um galinha. Ele me disse que era mentira, e eu acreditei nas palavras dele. A cada dia que passava eu ia ficando mais depressiva, a raiva e a dúvida me consumiam a um ritmo amedrontador.
Nada disso valeu a pena. Eu devia ter acreditado nas pessoas desde o começo, eu devia ser quem eu realmente era. Ela me amava daquele jeito. Mas não! EU , burra, me joguei no espaço sem pensar, sem saber dos riscos e nem das sequelas. Simplesmente amei e errei. Me arrependi e sofri. Minha vida de nada valeu até agora. Entendo como as pessoas que eu magoei se sentem... apenas, lixo.
A vontade que eu tenho é apodrecer em um canto vazio, numa sala escura.
Sempre fui uma garota mimada, que não tinha limites nem razões para viver. Eu vivia simplesmente para mim, satisfazendo apenas minhas necessidades e sonhando com coisas impossíveis e irreais.
Foi desse modo que a minha realidade mudou. Eu perdi tudo... eu perdi a vontade de viver.
Em um dia normal eu o vi. Na verdade, eu e minhas amigas estavamos fazendo uma comparação com o tal garoto e um artista famoso de Tv.
Alguns dias se passaram e em uma sexta-feira fizemos educação física juntos. Realmente ele jogava muito bem. Mais ou menos duas semanas se passaram e fomos ficando amigos.
Entre conversas e risadas aquilo foi se aprofundando e me arrastando para o fundo do poço sem me dar conta da gravidade da situação. Quando vi eu havia brigado com minha amiga. A melhor de toda a minha vida, e havia me metido numa grande confusão.
O garoto que eu gostava era - desculpem-me a expressão - um galinha. Ele me disse que era mentira, e eu acreditei nas palavras dele. A cada dia que passava eu ia ficando mais depressiva, a raiva e a dúvida me consumiam a um ritmo amedrontador.
Nada disso valeu a pena. Eu devia ter acreditado nas pessoas desde o começo, eu devia ser quem eu realmente era. Ela me amava daquele jeito. Mas não! EU , burra, me joguei no espaço sem pensar, sem saber dos riscos e nem das sequelas. Simplesmente amei e errei. Me arrependi e sofri. Minha vida de nada valeu até agora. Entendo como as pessoas que eu magoei se sentem... apenas, lixo.
Novii
Olha a conversa entre eu e minha amiga:
' Isabella P diz:
pode deixar, eu passo la perto direto
eu tiro pra voce
de dentro.. e de fora né ?
ϟ Is diz:
sim
' Isabella P diz:
ô coragem S;
paskpaokspaosk
ϟ Is diz:
S=
Caso vocês não saibam, Isabella é a minha amiga, que mora em P. E., ela vai tirar as fotos do hospital são Lucas... *emoção*
OPKASPOSKSPOK
beijoos,
Is Angelotti
' Isabella P diz:
pode deixar, eu passo la perto direto
eu tiro pra voce
de dentro.. e de fora né ?
ϟ Is diz:
sim
' Isabella P diz:
ô coragem S;
paskpaokspaosk
ϟ Is diz:
S=
Caso vocês não saibam, Isabella é a minha amiga, que mora em P. E., ela vai tirar as fotos do hospital são Lucas... *emoção*
OPKASPOSKSPOK
beijoos,
Is Angelotti
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
.... Sem barreiras ( nome besta eu sei )
- Kevin. Eu espero que você entenda, mas eu vou ter que sair do país com meus pais durante algum tempo. - esse começo de conversa foi o mais triste que tive em minha vida.
- Por que Jamie? - ele estava calmo ainda.
- Porque meu pai vai trabalhar por algum tempo no México.
- Eu entendo. Mas você não pode ficar?
- Sinto muito. Não posso. - falei enquanto olhava em seus olhos e percebia o desespero tomando sua calma.
- Quando você vai voltar? - ele me perguntou com a voz um pouco rouca, tentando não chorar.
- Não sei, mas, - meus olhos começavam a se encher de lágrimas - promete que vai me esperar?
- Eu esperarei, até a morte.
Com um abraço nos despedimos e com um beijo selamos a nossa dor... e o compromisso de fidelidade eterna.
--
Dois anos se passaram e eu voltei para a minha cidade natal. A primeira coisa que fiz foi dar um abraço em todos. Mas deixaria Kevin em último lugar, eu pretendia me demorar mais com ele. A cidade era pequena, e eu não tinha muitos conhecidos, portanto foi rápido e logo cheguei em frente a casa de Kevin.
Sentei na calçada e fiquei imaginando se ele ainda gostava de mim. E se ele tivesse me esquecido? E não houvesse cumprido sua promessa?
Com tantas perguntas sem respostas na cabeça tomei uma decisão. Iria embora, com certeza ele havia me esquecido. Me levantei e quando
dei o primeiro passo alguem me segurou. Olhei para trás...
- Kevin...? Pensei que ...
- Você não sabe como foi difícil te esperar.
- Eu senti muitas saudades. Toda vez eu ouvia seu nome. Sonhava com você todas as noites e vivia chorando.
- Agora nós estamos juntos... e ninguém mais vai atrapalhar. Eu espero.
Depois de tudo isso continuamos juntos. E mesmo que nosso namoro não dê certo mais para frente, nunca me esquecerei da pessoa maravilhosa que Kevin foi.
Is Angelotti
- Por que Jamie? - ele estava calmo ainda.
- Porque meu pai vai trabalhar por algum tempo no México.
- Eu entendo. Mas você não pode ficar?
- Sinto muito. Não posso. - falei enquanto olhava em seus olhos e percebia o desespero tomando sua calma.
- Quando você vai voltar? - ele me perguntou com a voz um pouco rouca, tentando não chorar.
- Não sei, mas, - meus olhos começavam a se encher de lágrimas - promete que vai me esperar?
- Eu esperarei, até a morte.
Com um abraço nos despedimos e com um beijo selamos a nossa dor... e o compromisso de fidelidade eterna.
--
Dois anos se passaram e eu voltei para a minha cidade natal. A primeira coisa que fiz foi dar um abraço em todos. Mas deixaria Kevin em último lugar, eu pretendia me demorar mais com ele. A cidade era pequena, e eu não tinha muitos conhecidos, portanto foi rápido e logo cheguei em frente a casa de Kevin.
Sentei na calçada e fiquei imaginando se ele ainda gostava de mim. E se ele tivesse me esquecido? E não houvesse cumprido sua promessa?
Com tantas perguntas sem respostas na cabeça tomei uma decisão. Iria embora, com certeza ele havia me esquecido. Me levantei e quando
dei o primeiro passo alguem me segurou. Olhei para trás...
- Kevin...? Pensei que ...
- Você não sabe como foi difícil te esperar.
- Eu senti muitas saudades. Toda vez eu ouvia seu nome. Sonhava com você todas as noites e vivia chorando.
- Agora nós estamos juntos... e ninguém mais vai atrapalhar. Eu espero.
Depois de tudo isso continuamos juntos. E mesmo que nosso namoro não dê certo mais para frente, nunca me esquecerei da pessoa maravilhosa que Kevin foi.
Is Angelotti
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Voltas do coração - Capítulo 1
Já estava para me deitar quando ouço o toque do telefone. Atendo, porém, não reconheci a voz que estava na outra linha.
- Alô? - perguntei com voz de indignação, o relógio marcava 11 horas da noite.
- Por favor, perdoe-me se a acordei senhorita, porém, quem está falando aqui é Bento. Sou um primo seu, muito distante. Liguei pois o Tio José acaba de falecer e deixou algumas coisas para você - estranhamente, o meu mais novo primo falava português, mas tinha um forte sotaque italiano.
Surpresa eu respondi:
- Titio Zé? Meus pêsames! Mas eu nem tenho tanta afinidade com ele! De qualquer forma, como faço para pegar minha parte da herança?
- Se está interessada posso pedir para alguém buscá-la e te acompanhar até aqui.
- Até aqui onde? - perguntei.
- Ora! Onde acha que nosso tio morava? Na Itália! Bem que me disseram que você não era rapida, eh?
- Neste caso eu posso tomar um taxi sozinha e ir até o porto, por que não?
Hesitamos por alguns momentos.
-Então, pode estar aqui amanhã que horas?
- Talvez pela noite. Me passe seu endereço.
Fui anotando enquanto ele falava, nos despedimos e fui me deitar.
Não conseguia dormir com tantos pensamentos me aturdindo. Será que aquele homem falava a verdade? Não seria muito precipitado viajar assim, de repente? Com certeza eu não teria nada a perder. Eu não trabalhava, ganhava pensão de meu pai, idoso, que não sei onde mora. Também não tinha amigos, família nem conhecidos, vivia trancada dentro de casa, enfiada na sala de leitura. Então já havia decidido, eu iria partir amanhã bem cedo.
---
Acordei cedo, o sol não havia aparecido ainda, levantei e fui lentamente até o banheiro. Olhei no espelho e a imagem de uma mulher de olhar inocente, cabelos negros até a cintura e bochechas rosadas apareceu, era eu. Eu costumava ter uma aparência séria, nem parecia a minha imagem no espelho.
Comecei a pentar o cabelo das pontas até o couro cabeludo. Fiz um coque no alto da cabeça e coloquei uma presilha prateada. Vesti meu vestido de cetim rodado carmim, e coloquei meu sapato de salto. Aprontei a minha mala e estava quase saindo quando lembro de algo crucial... Olhei-me no espelho novamente, dessa vez me examinando e peguei um batom na gaveta.
Aquele batom vinho, que há tanto tempo não tingia meus lábios com sua cor chamativa.
Peguei minha mala e coloquei o pé para fora, sentindo o ar frio do dia.
Fiquei imaginando o que viria a seguir enquanto chamava um taxi.
Continua...
Is Angelotti
- Alô? - perguntei com voz de indignação, o relógio marcava 11 horas da noite.
- Por favor, perdoe-me se a acordei senhorita, porém, quem está falando aqui é Bento. Sou um primo seu, muito distante. Liguei pois o Tio José acaba de falecer e deixou algumas coisas para você - estranhamente, o meu mais novo primo falava português, mas tinha um forte sotaque italiano.
Surpresa eu respondi:
- Titio Zé? Meus pêsames! Mas eu nem tenho tanta afinidade com ele! De qualquer forma, como faço para pegar minha parte da herança?
- Se está interessada posso pedir para alguém buscá-la e te acompanhar até aqui.
- Até aqui onde? - perguntei.
- Ora! Onde acha que nosso tio morava? Na Itália! Bem que me disseram que você não era rapida, eh?
- Neste caso eu posso tomar um taxi sozinha e ir até o porto, por que não?
Hesitamos por alguns momentos.
-Então, pode estar aqui amanhã que horas?
- Talvez pela noite. Me passe seu endereço.
Fui anotando enquanto ele falava, nos despedimos e fui me deitar.
Não conseguia dormir com tantos pensamentos me aturdindo. Será que aquele homem falava a verdade? Não seria muito precipitado viajar assim, de repente? Com certeza eu não teria nada a perder. Eu não trabalhava, ganhava pensão de meu pai, idoso, que não sei onde mora. Também não tinha amigos, família nem conhecidos, vivia trancada dentro de casa, enfiada na sala de leitura. Então já havia decidido, eu iria partir amanhã bem cedo.
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Acordei cedo, o sol não havia aparecido ainda, levantei e fui lentamente até o banheiro. Olhei no espelho e a imagem de uma mulher de olhar inocente, cabelos negros até a cintura e bochechas rosadas apareceu, era eu. Eu costumava ter uma aparência séria, nem parecia a minha imagem no espelho.
Comecei a pentar o cabelo das pontas até o couro cabeludo. Fiz um coque no alto da cabeça e coloquei uma presilha prateada. Vesti meu vestido de cetim rodado carmim, e coloquei meu sapato de salto. Aprontei a minha mala e estava quase saindo quando lembro de algo crucial... Olhei-me no espelho novamente, dessa vez me examinando e peguei um batom na gaveta.
Aquele batom vinho, que há tanto tempo não tingia meus lábios com sua cor chamativa.
Peguei minha mala e coloquei o pé para fora, sentindo o ar frio do dia.
Fiquei imaginando o que viria a seguir enquanto chamava um taxi.
Continua...
Is Angelotti
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A melhor parte da vida é a realidade
Acordei mal-humorada, estava em um dia daqueles em que não suportaria nada, criticas, reclamações, idiotices, e estava frustrada porque eu e meu marido que já estávamos casados a tanto tempo não tínhamos mais uma relação como antes, meus filhos já adolescentes não tínhamos mais um bom relacionamento, eu estava me sentindo sozinha, solitária e não estava tentando fazer nada para melhorar isso. Fiz o café da manhã, como sempre silencioso, como se não houvesse ninguém comigo. Antes de sair pedi para a Josefa, a empregada que limpasse o quintal dos fundos. Peguei minhas coisas e segui para o meu carro, todos já tinham saído, sem se despedir, éramos muito desunidos, era como se não houvesse amor, e se houvesse estaria escondido bem no fundo de todos nós, eu amava os meu filhos e meu marido, mas parecia que eles não sentiam o mesmo. No caminho minha cabeça estava totalmente congestionada de informações e problemas para resolver, pensava nas contas, no meu marido e nos meus filhos, no trabalho, estava estafada mentalmente, e estava começando me sentir mal fisicamente, chegando perto do meu local de trabalho, recebo uma ligação, era minha amiga Cristina que pediu para que eu passasse na Starbucks comprar um cappuccino para ela. Cristina disse que eu estava com uma voz muito estranha e perguntou se estava tudo bem e se queria conversar sobre algo, disse-lhe que só estava cansada pois tinha dormido mal a noite. Ela era muito amiga minha, nos conhecíamos desde o colegial, fizemos faculdade juntas, mas mesmo assim eu preferia guardar isso para mim, queria resolver sozinha, ela poderia me confundir mais ainda com seus conselhos e talvez eu poderia acabar fazendo a escolha errada. Segui para a Starbucks para comprar o cappuccino de Cristina, chegando lá estava bem cheia e tive de esperar um pouco, mas estava com tempo, tinha 30 minutos antes do horário, e como não era longe, estava sossegada, aproveitei e comprei um para mim também. Saindo de lá, chegando perto do meu carro, alguém tromba comigo e cai no chão, junto com meu cappuccino. Quando vejo um senhora, de estatura bem baixa, de certa forma rechonchuda que, parecia-me uma mendiga, como se tratava de uma senhora eu decidi não chegar. -Está tudo bem com a senhora?- disse ajudando ela a se levantar.-Muito obrigada minha cara.- Percebi que ela parecia muito com minha avó, materna, inclusive em sua voz.-Não há de que. Seguindo para o meu carro, deixando a senhora para trás, com as mãos já na maçaneta, a senhora chama pelo meu nome, olhei surpresa para ela, como ela sabia meu nome? Então, ela veio em minha direção. -Por favor, quero que fique com isso, use-o.- Ela me deu um colar, que tinha como pingente uma pequena pedra, não sei exatamente que pedra era aquela, mas sabia que era especial, ela tinha um brilho próprio, como uma estrela. -Fique com ele, e saberá seu significado em breve, mas escute, nunca deixe esse colar, independente do que aconteça, use com sabedoria. -O que? Mas eu não quero esse colar, para que serve? Senhora! - Ela sumiu dentro de um beco. Eu achei meio estranha a situação, e guardei o colar na minha bolsa. Liguei o carro, e dirigi até onde eu trabalhava, saindo do carro, eu comecei a ouvir um barulho tão agudo, que era ensurdecedor, o que seria aquilo?
Continua...
Ca Menzoni
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